A história teve diversas reviravoltas. Em 2006, Ana adquiriu a fazenda depois de se aposentar de sua profissão. Ao tomar posse, encontrou um solo muito destruído e iniciou o processo de plantação de 30 mil mudar de espécies nativas do Cerrado Mineiro para revitalizar a área degrada. Nesse processo, teve ajuda por meio das consultorias dos renomados agrônomos Kenji Tamaka e Getúlio Menamihara.

Porém, o capítulo mais triste da história aconteceu em seguida: um fogaréu acidental, causado por um vizinho que queimava lixo, destruiu quase toda a plantação. A tragédia acendeu nela o propósito de reconstruir o que foi perdido e gerar impacto positivo.
Logo, Ana se uniu a outros agrônomos trabalharam novamente do zero. reconheceram o solo e suas necessidades, estudaram as espécies de café e planejaram quais espécies de árvores seriam plantadas em consórcio. Ana iniciou um processo de recuperação ambiental, com a plantação de 8 mil pés de café arábica da variedade arara, obatã amarelo e catuí vermelho. Nascia ali o projeto de café agroflorestal – a produção é integrada com árvores e outras plantas, imitando ambientes de floresta. Essa prática oferece benefícios como a regeneração do solo, melhoria da qualidade da água, aumento da biodiversidade e regulação do clima local.

“O incêndio representou uma virada de página na minha vida. Foi uma oportunidade para transformar minha propriedade em um negócio interessante”, relembra Ana Trindade, cujo projeto não se limitou à produção agrícola. Ela também criou uma ONG dedicada à recuperação de nascentes, com forte vínculo entre meio ambiente, cultura e desenvolvimento local.
O projeto surtiu efeito, já que seus cafés atingiram excelentes pontuações nos diversos concursos e análises feitas pelos especialistas. Uma curiosidade é que a colheita dos cafés é feita 100% por mulheres. “Elas são mais cuidadosas que os homens”, brinca Ana.

A produtora participou do Empretec – seminário aplicado pelo Sebrae Minas que utiliza a metodologia da ONU que estimula o comportamento empreendedor — para estruturar o negócio, aliando qualidade, propósito e inovação.
Atualmente, ela integra a Associação dos Cafeicultores da Canastra (Acanastra), que tem como propósito promover a origem dos cafés especiais da região, agregando valor ao trabalho dos produtores locais.
“Com o apoio do Sebrae, conseguimos enxergar o café da Canastra não apenas como um produto, mas como uma marca do nosso território. As capacitações e orientações nos ajudaram a aprimorar a gestão, melhorar a qualidade e valorizar o que temos de mais autêntico: a nossa forma de produzir em harmonia com a natureza”, ressalta a produtora.
Rota Turística da Canastra
O Café Serra Preta entrou para o grupo de experiências da Rota Turística da Canastra, estruturada por meio do Sebrae Minas em parceria com a Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult). O roteiro contempla conhecer os locais de produção de queijo, café, cachaça e doces, com hospedagens, pousadas rurais e os atrativos naturais.
Em sua propriedade, Ana Trindade oferece uma imersão ao mundo dos cafés, levando os turistas para experiências de conhecer as lavouras e degustação da bebida harmonizada com duas paixões dos mineiros: o queijo Canastra e a goiabada. Ao longo do passeio pela propriedade, os turistas também contemplam as belas paisagens e aproveitam para experimentar diversas frutas características do Cerrado: cerejas, tamarindo, uvaia e cabeludinha (ou jaboticaba amarela).
Conheça o Café Serra Preta por meio do perfil no instagram @cafeserrapreta
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Com informações do SEBRAE MG


