A formação, no auditório da Secretaria da Educação (Seduc), foi ministrada por Ivo Miguel Evangelista, da Coordenadoria da Promoção da Igualdade Racial e Étnica, da Secretaria da Mulher, Cidadania, Diversidade e Direitos Humanos; e João Roberto de Jesus Filho, membro do Conselho Municipal de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra e de Promoção da Igualdade Racial (CMPDCNPIR).
“Hoje, pedimos para que os secretários, de forma clara e tranquila, possam colaborar para que as famílias coloquem efetivamente a cor do aluno e não fiquem indecisas em declarar a sua etnia. Nós sabemos que isso acontece, até porque as pessoas não se sentem seguras para se autodeclarar como negras por tudo aquilo que está intrinsecamente ligado, porque o racismo ainda existe de forma endêmica na sociedade e impede que as pessoas queiram se autodeclarar como tal e como são”, destacou Ivo.
De acordo com João Roberto, a atuação dos secretários e profissionais das secretarias escolares é essencial. “Eles são a porta de entrada, auxiliando na acolhida com os pais e famílias dos alunos. Quando se faz uma matrícula, é registrada a questão da alergia que a criança tem, tamanho de roupa e também o quesito raça/cor. E com a questão raça/cor, é importante para o levantamento de número de pessoas da população escolar da Baixada Santista do branco ao indígena. Assim, a gente consegue fazer a política pública geral”.
RELEVÂNCIA
A secretária de Educação em exercício e presidente do Fórum Municipal de Acompanhamento da Aplicação da Lei Federal 11.654/08, Joana Costal, ressaltou a relevância do preenchimento da autodeclaração para o desenvolvimento de politicas públicas não apenas na Cidade, mas no País. “Percebemos aqui na formação o quanto os profissionais das secretarias estão atentos e envolvidos com essa questão. É necessário que essa discussão ocorra em toda a sociedade, por meio de ações educativas e formativas, como as que já ocorrem nas escolas municipais, na Seduc, no Fórum, no Conselho e em outras instituições e grupos. Contribuindo para ampliar a educação para as relações étnico-raciais, onde a pessoa tenha orgulho da sua raça”.
Secretária da UME Cely de Moura Negrini (Rádio Clube), Thamiris Coitim, 35, aprovou a temática abordada. “Eu acho a autodeclaração muito importante e não é só um dado ali na ficha, tem toda uma política pública por trás”.
“Precisamos auxiliar para que as famílias entendam sobre os direitos que elas têm e o principal: ajudar as crianças a terem um futuro mais tranquilo”, declarou a profissional Luciana David, 41
Esta iniciativa contempla o item 4 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU: Educação de Qualidade. Conheça os outros artigos dos ODS
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Com informações da Prefeitura de Santos




