A suplementação com proteínas e vitaminas pode retardar a perda de massa magra e promover um envelhecimento mais ativo
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Com o aumento da expectativa de vida no Brasil, que já ultrapassa os 75 anos, segundo o IBGE, cresce também a preocupação com a saúde muscular na terceira idade. A perda de massa magra, conhecida como sarcopenia, é uma das principais causas de fragilidade física e limitação da mobilidade entre idosos.
Assim, a suplementação tem ganhado destaque como uma opção eficaz para manter a força, prevenir quedas e garantir mais autonomia ao envelhecer.
O desafio da saúde muscular na terceira idade
De acordo com o Guia Prático de Envelhecimento Saudável, da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), a sarcopenia começa a se manifestar de forma mais intensa a partir dos 60 anos, e está associada tanto à redução da atividade física quanto à menor absorção de nutrientes.
Estima-se que, a partir dos 30 anos, o organismo perca entre 3% e 8% da massa muscular por década, um quadro que se agrava após os 65 anos, quando o corpo enfrenta mudanças fisiológicas importantes. Dessa forma, a combinação de alimentação equilibrada com exercícios regulares e suplementação pode desacelerar esse processo.
A nutricionista Dra. Caroline Trevisan, especialista em saúde integrativa, explica que a suplementação deve ser vista como um complemento, e não como substituto da alimentação.
“O idoso tem a tendência à sarcopenia, e a gente precisa estimular a atividade física, mas isso só traz resultado se houver ingestão proteica adequada. É através de consultas médicas que o profissional identifica se o idoso precisa suplementar, usando produtos proteicos, por exemplo”, afirmou, em entrevista ao podcast do Dr. Adriano Leonardi.
Melhora da força e da mobilidade
Entre os benefícios observados com a suplementação proteica em idosos, estão o aumento da força muscular, a recuperação mais rápida após exercícios e a melhora da densidade óssea.
Além das proteínas, nutrientes como vitamina D, cálcio e magnésio também são importantes na manutenção muscular e óssea. A vitamina D, por exemplo, está diretamente ligada à absorção de cálcio e ao fortalecimento dos ossos – uma deficiência comum em idosos que passam pouco tempo tomando sol.
Outros compostos, como creatina, colágeno hidrolisado e BCAA, têm sido estudados por seu potencial em preservar a massa magra e reduzir o risco de lesões. No entanto, a recomendação deve sempre partir de um profissional de saúde, já que o excesso de alguns nutrientes pode gerar sobrecarga renal ou interferir em medicamentos de uso contínuo.
Nutrientes essenciais para a saúde muscular
A alimentação do idoso deve priorizar alimentos ricos em proteína, como ovos, peixes, carnes magras e leguminosas (feijão, lentilha, grão-de-bico). Quando a ingestão alimentar não é suficiente, entra em cena a suplementação. Entre os suplementos mais indicados, estão:
proteínas isoladas, como o whey protein, que é de rápida absorção e ajuda na recuperação muscular;
proteína vegetal, alternativa para quem tem restrições alimentares ou intolerância à lactose;
cálcio e vitamina D, essenciais para a manutenção óssea;
creatina, que auxilia na força e no desempenho físico;
ômega 3, com propriedades anti-inflamatórias que contribuem para a saúde cardiovascular e muscular.
O uso do whey protein é amplamente recomendado em pesquisas internacionais e nacionais, já que ajuda na manutenção da massa magra e no fortalecimento dos músculos, especialmente quando combinado a exercícios regulares. Além disso, o consumo adequado pode reduzir infecções e fortalecer o sistema imunológico – fatores cruciais na terceira idade.
Envelhecer com força e equilíbrio
A suplementação para idosos se mostra uma aliada importante no combate à perda muscular e na promoção de um envelhecimento mais ativo.
Ao lado da prática regular de exercícios e de uma alimentação equilibrada, os suplementos contribuem para a vitalidade e a autonomia na terceira idade.



