Nova versão de equipamento de desinfecção por radiação ultravioleta, que incorpora conectividade 5G, está sendo instalada no Hospital Estadual Mário Covas, em São Paulo
Campinas, 21 de novembro de 2025 – Contribuir para a redução dos casos de infecções relacionadas à assistência à saúde (conhecidas como IRAS) em ambientes hospitalares – e também em clínicas médicas e odontológicas. Esse é o principal objetivo da experiência-piloto que está sendo conduzida pelo CPQD, em parceria com a startup brasileira UVCTEC, no Hospital Estadual Mário Covas, localizado em Santo André, na Grande São Paulo – com o qual foi firmado acordo de cooperação científica.
O piloto faz parte do projeto 5G Saúde, executado pelo CPQD com o apoio do Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel), do Ministério das Comunicações, que prevê a realização de testes em ambientes reais para a validação das aplicações desenvolvidas. No caso desse piloto – um dos três conduzidos como parte do projeto -, o foco é avaliar o uso no ambiente do hospital da nova versão do equipamento de desinfecção por radiação ultravioleta (UVC), desenvolvida pela UVCTEC com o CPQD.
Entre as novidades tecnológicas dessa versão, destaca-se a conectividade 5G, além de recursos para a gestão do dispositivo. “A incorporação do modem 5G ao equipamento facilita a sua localização dentro do hospital e também a obtenção de informações sobre seu uso, como quem ativou, quanto tempo ficou em determinada área, quais bactérias e microrganismos foram inativados pelo aparelho”, explica Oscar Torres, fundador e CEO da UVCTEC. “Essas informações podem ser enviadas para a nuvem pela rede 5G privativa do hospital, ou pela rede celular pública, para processamento e transformação em métricas e dados gerenciais”, acrescenta.
Para isso, a nova versão do equipamento também foi integrada à Pailot, plataforma do CPQD que combina IoT e Inteligência Artificial e foi configurada para essa aplicação de modo a permitir, no futuro, a geração de modelos IA para análises preditivas. “Com a integração à Pailot e a adição de conectividade 5G, os gestores do hospital poderão acompanhar as condições de operação do equipamento a distância, em ambiente de nuvem, por exemplo para determinar a emissão de radiação necessária para inativação de colonizações patogênicas específicas de cada ambiente e o tempo de processo”, afirma Norberto Alves Ferreira, gerente de Soluções Sistêmicas de IA e IoT do CPQD.
Maior unidade hospitalar do Grande ABC, o Hospital Estadual Mário Covas (HEMC) beneficia mais de 3 milhões de moradores dos sete municípios que integram essa região do estado de São Paulo. Um dos diferenciais desse hospital público é o seu corpo clínico, composto por diversos profissionais ligados ao Centro Universitário Faculdade de Medicina do ABC (FMABC) – no qual atuam como professores. É o caso da médica infectologista Eloísa Basile Siqueira Ayub, coordenadora do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar do HEMC, que já teve a oportunidade de realizar uma primeira experiência com a versão anterior do equipamento de desinfecção da UVCTEC.
O teste foi conduzido entre novembro de 2023 e fevereiro do ano seguinte, na Unidade de Oncologia do hospital. “Escolhemos essa área por ser mais sensível à incidência de bactérias multirresistentes”, explica a doutora Eloísa. “Na primeira fase do teste, o objetivo foi verificar a carga (quantidade) de microrganismos e identificar os pontos de sua concentração no ambiente. Na segunda fase, avaliamos se, com o equipamento, houve redução dos casos de infecção hospitalar em pacientes que usam cateter.”
Os dados coletados durante a experiência foram comparados com as estatísticas de anos anteriores, nos mesmos períodos. Os casos de infecção em pacientes com cateter, por exemplo, que registravam a média de 27 no período avaliado, caíram para 16 durante a experiência com o equipamento de desinfecção por radiação ultravioleta. “A redução dos casos de infecção foi um resultado bastante positivo. A tecnologia UVC é muito eficiente como adjuvante da limpeza de ambientes hospitalares, uma vez que reduz a carga microbiológica principalmente em áreas onde as bactérias são mais resistentes”, conclui a doutora Eloísa.
Sobre o CPQD
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