
O teatro do Centro Cultural Raul Cortez, em Mongaguá, ficou repleto nesta terça-feira (02/12). Mas desta vez o evento não era artístico. Era sim o momento da partida, o pontapé inicial da temporada 2025/2026 para mais de 360 profissionais que se inscreveram no Ambulante Feliz – Programa Municipal de Capacitação, Regularização e Ordenamento dos Ambulantes, iniciativa da Prefeitura que busca organizar, qualificar e oferecer oportunidades para quem trabalha no ramo.
O encontro oportunizou uma capacitação multitemática com orientações e suportes, com vistas a valorizar a atividade e, consequentemente, fortalecer a economia e ampliar a segurança para trabalhadores e consumidores.
Ao final do evento, os ambulantes conheceram os modelos de uniforme, crachá, sacochila, chapéu e adesivo que irão receber em poucos dias, assim como receberam os certificados de conclusão do curso, sendo esta uma das exigências de regularização dos profissionais para a temporada 2025/2026.
BOAS-VINDAS – Abrindo as saudações, o vice-prefeito Julio da Imobiliária reforçou que o projeto Ambulante Feliz visa reconhecer a categoria, os quais, acima de tudo, são moradores de Mongaguá, e, como tal, merecem atenção por parte da Prefeitura. Lembrou também que não se trata de um projeto, mas de um programa, portanto que não depende de gestão para acontecer, pois tornou-se uma política da cidade.
“Esse momento é de vocês, em respeito e valorização àquilo que representam para o desenvolvimento econômico da nossa cidade e, principalmente, àquilo que representam para suas famílias. É o ganha-pão de vocês. Faça chuva, faça sol, estão sempre presentes, buscando levar o sustento para suas casas. Ao mesmo tempo estão ali, representando Mongaguá, recebendo os turistas. Sucesso sempre”, salientou.
O secretário de Governo, Paulo Wiazowski Filho, enfatizou o esforço que toda a equipe da Administração tem realizado para que iniciativas como o Ambulante Feliz aconteça. “Estamos dando o nosso melhor para quebrar algumas culturas enraizadas e para que Mongaguá realmente possa ser uma cidade de oportunidades e competitiva, com geração de emprego e renda, qualidade de vida e infraestrutura. Uma Mongaguá acolhedora, com inclusão, enfim, com as políticas de governo eficientes e para todos.”
Segundo ele, as equipes de fiscalização serão intensificadas na temporada de Verão com vistas a coibir a atuação de profissionais que não estejam regulares ou que não tenham vínculo com a cidade. “Para que não tenhamos pessoas de fora vindo em nossas praias, ganhando dinheiro e levando embora. Para que possamos contemplar cada um de vocês que estão aqui, que acreditam na cidade, que moram e vivem Mongaguá. Que realizam a sua atividade com muito carinho e respeito.”
O gestor também recordou sobre os estudos com relação à estrutura de retaguarda aos ambulantes para esta época. “Além da fiscalização para valorizar o trabalho de vocês, estamos prevendo tendas como pontos de apoio, para que possam fazer um intervalo fora do sol. E na questão de segurança, aprovamos projeto para que a guarda municipal (GCM) possa atuar por períodos mais longos, assegurar o cumprimento do código de posturas e restringir desordens com som alto e algazarra. Mongaguá exige respeito. Aqui não é bagunça. Aqui não é baderna.”
Por fim, Wiazowski Filho, desejou sucesso nas vendas a todos os profissionais. “A gente tem que torcer é para ter um Verão de Sol. Com Sol e praia limpa, vocês vão ter – eu aposto – um dos melhores verões de todos os tempos. O mercado imobiliário de veraneio está aquecido. Segundo os corretores, já não há mais tantos imóveis para alugar para a passagem de ano. Percorrerei as praias, como sempre faço, e manterei o diálogo com vocês. Boa sorte!”
Entusiasta do Ambulante Feliz, a prefeita Cristina Wiazowski destacou a importância da categoria para Mongaguá. “Quando pensamos na nossa cidade, pensamos no nosso maior cartão-postal que é a praia. E vocês tornam este espaço de natureza ainda mais especial. Vocês dão o primeiro sorriso, acolhem com carinho e abraçam aqueles que chegam à nossa cidade como bons anfitriões. Mongaguá precisa de vocês.”
A chefe do Executivo realçou que o programa nasceu ainda na construção do plano de governo da nova Administração e se tornou realidade com brevidade por conta do trabalho, compromisso e responsabilidade de toda a equipe, justamente pelo papel fundamental dos ambulantes no contexto da cidade. O Ambulante Feliz também é fruto da confiança e da credibilidade de vocês com o nosso governo. E isso me motiva a continuar lutando pela cidade.”
CURSO – A capacitação foi dividida em cinco módulos: Empreendedorismo, Educação Ambiental e Sustentabilidade, Direitos e Deveres, Boas Práticas para Serviços de Alimentação, Segurança e Combate a Incêndio, assuntos estes que compõem o dia a dia do trabalho de ambulante e podem servir de apoio para um desenvolvimento ainda mais potencializado da atividade.
Rodrigo Daniel Oliveira Martins, consultor de Finanças do Sebrae-SP, apresentou conceitos de Educação Financeira, com noções de controle de caixa, formação de preços, gestão de estoque e planejamento financeiro pessoal, com foco no ramo de ambulantes e artesanato. “Todo mundo quer ter um negócio que cresce, certo? Para faturar mais e viver tranquilo, a gente precisa de um plano: planejar, controlar, saber precificar, inovar e analisar, conhecer o lucro. E uma grande dica é: o bom comerciante é um excelente comprador, é aquele que faz pesquisa, que pechincha.”
O secretário municipal de Agricultura e Meio Ambiente, Alexandre Barril Dalla Pria, biólogo de formação, ressaltou a importância de uma atividade profissional sustentável, com pensamento coletivo. “Mongaguá detém praias poluídas por microplásticos, cenário que precisamos reverter urgente. E vocês (ambulantes) podem nos ajudar. Não apenas aplicando novas rotinas de oferta de produtos como auxiliando na conscientização e na fiscalização de pessoas que agridem as praias com descartes irregulares.”
Alexandre Takahashi, Gil Fabio Correia, Wagner Fidelis e Carlos Queiroz, que integram as equipes de Fiscalização do Comércio e de Posturas abordaram algumas das ações que serão desenvolvidas durante a temporada de Verão, com vistas a garantir o desempenho adequado das atividades dos ambulantes e dos quiosqueiros.
Osmar Vieira e Kelly Capatto, profissionais da Secretaria Municipal de Saúde, respectivamente, nutricionista clínico e gestora da Vigilância Sanitária, falaram sobre manipulação de alimentos, contaminação e técnicas de higiene pessoal, sobretudo no desenvolvimento da profissão. O objetivo é garantir a qualidade dos produtos servidos aos clientes, preservando a saúde tanto dos profissionais quanto dos consumidores.
Encerrando a capacitação, Francisco Henrique de Camargo Querino, da Defesa Civil, ressaltou a necessidade da conscientização de todos quanto às mudanças climáticas, principalmente porque o Verão geralmente é uma época muito chuvosa, com raios e trovões, ocasiões em que não é recomendado permanecer nas praias. Em outra vertente, Antônio Carlos Simões, do Corpo de Bombeiros, envolveu a plateia em dinâmicas de prevenção a incêndios, incluindo bujões de gás e fritadeiras, bem como ensinou técnicas para o acionamento apropriado de extintores.
Ivalda Maris dos Santos, que comercializa raspadinhas, achou o curso muito produtivo e diz que aprendeu muitas técnicas para o seu trabalho. “Foi um aprendizado rico, tanto para o nosso dia a dia como ambulante como em casa. As dicas de saúde foram muito importantes para a nossa saúde e para o próximo. Isso significa respeito, com a gente e com o próximo. E claro que adotarei as dicas, pois o que faço para mim procuro fazer para o outro.”
Do ramo de peças de vestuário, João Félix da Silva agradeceu a oportunidade. “Vocês (Prefeitura) estão de parabéns. Tudo isso resulta na organização do nosso trabalho. O curso foi excelente, aprendi demais. E agora, com fé em Deus, vai ser uma temporada de muitas vendas.”
Já Danilo Rodrigues, que vende açaí, ressaltou que o curso uniu a categoria e sem dúvida isso resultará no dia a dia da atividade dos profissionais. “Somos todos iguais e não devemos ter inimizades. Tem espaço para todo mundo. E o curso mostrou que podemos nos organizar e realizar nossas vendas com dedicação e parceria. E será muito importante contar com as tendas e a fiscalização.”
Há mais de 11 anos comercializando açaí, Edna Marcia aprovou os itens de identificação e o programa Ambulante Feliz. “Isso é valorização! Reconhecimento para nós que estamos regularizados. Estaremos identificados e seremos referenciados pelos nossos uniformes. É uma forma de termos respaldo da Prefeitura, de contarmos com a retaguarda da fiscalização, da segurança.”
PROGRAMA – Lançado no final de outubro, o Ambulante Feliz foi construído a partir da escuta ativa junto aos profissionais, que pediram valorização e melhores condições de trabalho. Tem entre seus propósitos a redução do comércio informal, a organização do espaço urbano, inclusão socioeconômica dos ambulantes, valorização da imagem de Mongaguá como destino turístico limpo e seguro, e a melhoria na qualidade dos serviços oferecidos aos visitantes.
SEGMENTO CATEGORIZADO – O alvará segue os parâmetros da Lei Municipal nº 1.747/1997 no que tange a categorização dos segmentos, sendo Categoria A: Expositores de roupas de banho, artigos de praia, bolas e brinquedos; Categoria B: Alimentação – milho, curau, suco, raspadinha, batidas, óculos, açaí e coco verde; Categoria C: Alimentação – sorvete de pequeno fornecedor, mate, salada de frutas, lanche natural, geladinho, pipoca, bolo de pote, brigadeiro e artesanato; e Categoria D: Sorvetes de grandes fornecedores.
ATUAÇÃO – Será obrigatória a utilização de identificação padronizada composta por vestimenta, crachá e adesivo oficial do projeto Ambulante Feliz, conforme modelo definido pela Administração, sendo que a vestimenta será fornecida em poucos dias. O crachá deverá conter foto, nome, número do alvará e categoria de atuação, e os equipamentos e carrinhos da Categoria D deverão portar adesivo de identificação, com numeração.
Outras informações podem ser obtidas no setor de Fiscalização do Comércio, que funciona no andar térreo do Paço Municipal, de segunda a sexta-feira, das 08h30 às 16h00, ou pelo telefone (13) 3507-3023.
(Fotos: Anny Melatte)
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Com informações da Prefeitura de Mongágua


