O enfrentamento ao mosquito transmissor da dengue e da chikungunya foi incrementado em 2025 em Santos: o número de mutirões contra o Aedes aegypti saltou de 27 em 2024 para 42, um recorde. A intensificação se mostrou necessária: no ano passado, foram eliminados 1.346 focos com larvas nos mutirões, média de 49,8 por ação. Neste ano, foram eliminados 1.968 focos com larvas, média de 46,8 por ação. A redução é tímida. As recusas à entrada dos agentes somaram 3.042 em 2025.
Outra frente iniciada em 2025 foi a formação de brigadas contra o mosquito nas escolas. Por meio delas, um grupo de funcionários é capacitado para ter o olhar treinado a situações que podem trazer risco para a proliferação do Aedes aegypti e agir o mais brevemente possível. A iniciativa é importante porque as escolas são locais de grande circulação de pessoas, onde uma eventual transmissão das doenças pelo Aedes poderia ocorrer de forma mais rápida. Foram capacitados 114 funcionários, 63 brigadistas em 21 escolas estaduais e 51 brigadistas em 17 unidades municipais de ensino. Novas formações serão realizadas em 2026.
“Neste ano, tivemos como intenção nos aproximar mais das pessoas, reforçar o apelo de verificar o imóvel 10 minutos por semana para eliminar situações que possam ser favoráveis à reprodução do mosquito, já que o ciclo de vida do ovo à fase adulta é de cerca de uma semana em condições ideais. Nossos agentes de combate a endemias orientaram a população, seja dentro de seus lares ou nas ações itinerantes, que foram realizadas o ano inteiro. Todas as estratégias já realizadas pela Secretaria de Saúde continuarão em 2026”, afirma o secretário de Saúde, Fábio Lopez.
O último mutirão de 2025 foi realizado em 10 de dezembro nos bairros Pompeia e José Menino. Em 1.785 imóveis visitados, foram eliminados 50 focos com larvas de mosquito e registradas 111 recusas à entrada dos agentes. As larvas foram encontradas em ralos externos, baldes, cadeira plástica, tonel, sucatas, vasos e pratinhos de planta.
ESPERANÇA
Santos registrou 4.772 casos de dengue, com cinco mortes, e 412 de chikungunya em 2025. Para 2026, a tendência é a redução dos casos de dengue, uma vez que o Ministério da Saúde passará a fornecer vacina contra a doença, que será gradativamente aplicada na população. Mas a chegada do imunizante não significa relaxar em relação ao mosquito.
“Havendo boa receptividade da população em receber o imunizante, acreditamos na redução dos casos de dengue – o que não diminui a nossa responsabilidade enquanto Município, uma vez que a vacina não será para 100% da população e protege apenas da dengue, enquanto o Aedes aegypti transmite também a chikungunya, uma doença que segue em circulação. Seguimos atentos também à zika, outra doença transmitida pelo mesmo mosquito, cujo último caso em Santos foi registrado em 2019. Não vamos baixar a guarda”, reforça o secretário.
De acordo com o Ministério da Saúde, a nova vacina contra a dengue deve ser distribuída até o final de janeiro de 2026 e a aplicação das doses começará pelos adultos com 59 anos, com expansão gradual para as faixas etárias mais jovens, até chegar ao público de 15 anos de idade.

Dessa forma, permanece sem interrupções a vacinação ao público de 10 a 14 anos de idade em Santos. Essa faixa etária necessita de duas doses, com intervalo de 90 dias, para estar completamente imunizada. A cobertura vacinal ainda é considerada baixa na Cidade: 33,79% tomaram as duas doses da vacina e 4.184 jovens não voltaram para a segunda aplicação após 90 dias.
“É importante salientar que basta o responsável levar esse jovem a qualquer policlínica para tomar a segunda dose. Não precisa reiniciar o esquema vacinal”, reforça Ana Paula.
ESTRATÉGIAS PERMANENTES EM SANTOS
- Casa a Casa – programa de visitação de rotina aos imóveis
- Mutirão – varredura realizada semanalmente em algum bairro da Cidade
- Visitas aos imóveis especiais e pontos estratégicos – locais visitados mensalmente ou quinzenalmente, a depender da necessidade. Imóveis especiais: grande circulação de pessoas – escolas, hotéis, shopping centers. Pontos estratégicos: mais risco de criadouros – borracharias, oficinas, ferros-velhos, cemitérios, obras
- Nebulização – aplicação de inseticida no entorno da residência de pessoa infectada para combater o mosquito já na fase adulta, quando está transmitindo as doenças
- Armadilhas – Santos possui 481 armadilhas distribuídas por toda a Cidade, monitoradas semanalmente, que mostram o índice de infestação de mosquito no local
- Acompanhamento epidemiológico – notificação e investigação de todos os casos de doenças transmitidas pelo Aedes pela Vigilância Epidemiológica
- Atividades Educativas – atividades educativas nas ruas, escolas, palestras em empresas e instituições, pedágios em diferentes pontos da Cidade, participação em eventos, estandes temáticos e reuniões em condomínios
- Monitoramento com drones em locais de difícil acesso
- Formação de equipes de brigada contra o mosquito Aedes aegypti em escolas municipais e estaduais
- Atendimento a denúncias – feitas na Ouvidoria Municipal pelo telefone 162 ou pelo site
Esta iniciativa contempla o item 3 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU: Saúde e Bem-Estar. Conheça os outros artigos dos ODS.
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Com informações da Prefeitura de Santos




