DMAE conclui testes com microorganismos na ETE 3 e aprova nova tecnologia

ETE 3 trata esgoto da região sul da cidade
Após três meses utilizando, de forma experimental, microorganismos e desnitrificante na Estação de Tratamento de Esgoto -ETE 3, localizada na região sul da cidade, o DMAE emitiu relatório técnico que aprova a eficiência do novo método em estações de tratamento de órgãos públicos.
O produto foi desenvolvido pela empresa Bio Efluentes, com formulação microbiológica exclusivamente voltada às características físico-químicas e microbiológicas do efluente da ETE 3, visando otimizar a degradação da matéria orgânica e melhorar a eficiência dos parâmetros ambientais.
O objetivo da parceria com a empresa foi o de desenvolver um novo tipo de tratamento dos resíduos em estação de tratamento de esgoto de serviços municipais. “Nós já operávamos dentro dos parâmetros já estabelecidos pela legislação vigente, mas, dentro do pioneirismo do DMAE Poços de Caldas, firmamos parceria com a empresa Bio Efluentes e agora o departamento é exemplo, mais uma vez, para todo o Brasil, na implantação de novas tecnologias na área de saneamento”, destaca o engenheiro Rodopiano Marques Evangelista, que acompanhou todo o processo e testes com o novo método.
A utilização de microorganismos no tratamento de esgoto, de acordo com relatório técnico emitido pelo DMAE, após análises laboratoriais, destaca as vantagens da nova tecnologia aplicada em grande escala, em estação de tratamento de esgoto municipal. Após três meses, observou-se que o efluente residual do tratamento do esgoto demonstrou níveis bem abaixo daqueles comparados ao tratamento tradicional.

Testes demonstram resultados obtidos com a aplicação dos microorganismos
Outras vantagens observadas durante o período de testes foram: redução da coleta de resíduos (realizada por empresa terceirizada); melhora significativa do odor, lodo, escuma e efluente.
Além das vantagens no que se refere ao meio ambiente, já que o efluente (resíduo após o tratamento, que é devolvido aos mananciais), se tornou claro e ‘limpo’, que no método convencional, outro ponto positivo é relativo à economia gerada com a redução significativa das viagens para retirada de lodo residual e escuma gerados durante o processo de tratamento. A retirada é realizada por caminhão hidrovácuo, por empresa terceirizada.
Antes do início da aplicação, as retiradas de escuma eram feitas 12 vezes ao mês – totalizando um volume retirado de 120 m³. Ao final do teste, as retiradas de escuma passaram a ser feitas apenas duas vezes ao mês – totalizando um volume retirado de 40 m³, gerando economia expressiva aos cofres públicos.
Também houve diminuição do odor característico às ETEs, relatado pelos servidores que executam serviço no local.
Para a proprietária da empresa Bio Efluentes, Tatiana Sant’Anna, a introdução da nova tecnologia irá impactar o saneamento público em todo país. “A introdução da nossa tecnologia representou um salto importante para o saneamento público: trouxemos uma solução inovadora que melhora significativamente a qualidade do descarte do efluente. As bactérias utilizadas no processo degradam a matéria orgânica diretamente no local, evitando entupimentos, reduzindo a carga poluidora e impedindo que esse efluente chegue aos rios da região. Em outras palavras, deixamos de transferir o problema para aterros ou corpos hídricos e passamos a tratá-lo de forma eficiente na origem, algo fundamental para a preservação ambiental e para modelos modernos de gestão sustentável”.

Com a nova tecnologia, retirada de lodo e escuma foram significativamente reduzidas, gerando economia aos cofres públicos
Após o período de testes, o DMAE Poços de Caldas irá negociar com a empresa a introdução da nova tecnologia nas demais estações de tratamento de esgoto. “Os resultados falam por sí só. Ficamos verdadeiramente impressionados e devemos incorporar o novo método nas nossas ETEs a partir do próximo ano, reforçando nosso compromisso com a sustentabilidade e o meio ambiente”, informa o diretor Paulo César Silva.
Ele destaca ainda que a nova tecnologia aplicada às autarquias de saneamento é mais um diferencial do DMAE Poços de Caldas, não só por garantir o princípio de economicidade na administração pública mas também por sua eficácia e sustentabilidade. “Iremos divulgar junto aos nossos parceiros e certamente será replicada em muitas outras empresas pelo país “, salientou o diretor, que prestou seu total apoio ao projeto, juntamente com o gerente SPE, Mauricio Kato.
Trabalho em equipe
A responsável pela empresa Bio Efluentes destaca também o trabalho em conjunto com a equipe do DMAE. “Trabalhar ao lado da equipe do DMAE foi uma experiência rica e transformadora em diversos aspectos. Encontrei profissionais comprometidos, receptivos e verdadeiramente interessados em compreender e explorar uma solução inovadora. Desde o operador Leandro, que foi um grande facilitador e seguiu com precisão as dosagens recomendadas, sempre trazendo sua visão técnica sobre os resultados observados, até o Rodopiano, cuja dedicação e apoio foram fundamentais para que o projeto acontecesse da melhor forma possível. Também não posso deixar de mencionar a Amanda, que contribuiu com análises e observações técnicas essenciais para validar cada avanço”.
Estiveram envolvidos no processo de testes, além do engenheiro Rodopiano, a engenheira Amanda C. Souto Valim , analista de Engenharia II SPE-3/SPE; Ana Maria Ferreira, Supervisora SPE-3/SPE e o operador responsável pela ETE 3, Leandro Ribeiro.
A Bio Efluentes atende empresas como Vale, grupo Gerdau, Cebrace, Samsung, Rhodia, entre outros. O DMAE foi o pioneiro na utilização destes microorganismos no tratamento de esgoto, enquanto empresa pública de saneamento.
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Com informações da Prefeitura de Poços de Caldas





