Santos recebeu nesta quarta-feira (3) o certificado de eliminação da transmissão vertical do HIV. O reconhecimento do Ministério da Saúde (MS), válido por três anos, considerou dados epidemiológicos, documentos e boas práticas adotadas por Santos no período de 2022 a 2024. O último caso de transmissão do HIV da mãe para o bebê em Santos ocorreu em 2017.
A cerimônia de entrega foi realizada no teatro Pedro Calmon, no Quartel General do Exército, em Brasília (DF), na presença do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e do representante da Organização Pan Americana de Saúde (Opas) no Brasil, Cristian Morales.
Ao lado de Santos, outras 53 cidades com mais de 100 mil habitantes e cinco estados receberam o certificado, o que colaborou para que o Brasil também fosse reconhecido, pela Opas, pelo mesmo motivo.
ESTÍMULO
“Hoje celebramos não apenas indicadores, mas vidas protegidas, sistemas fortalecidos e compromisso permanente do Brasil com a agenda de equidade e prevenção. A certificação é uma ferramenta reconhecida globalmente, estimula a organização dos serviços, fortalece a vigilância epidemiológica, aprimora a qualidade diagnóstica e integra princípios fundamentais de direitos humanos, igualdade de gênero e participação social”, enfatizou Morales.
Padilha afirmou que o Brasil é o maior país do continente americano a eliminar a transmissão vertical do HIV e ressaltou a importância das equipes que atuam no SUS em todo o País para esta conquista.
“Neste dia, temos que reafirmar o nosso compromisso em relação a essa vitória. O Brasil eliminou a transmissão vertical do HIV como um problema de saúde pública. Nós vigiamos os Estados e municípios e a Opas vigia o Brasil”, disse o ministro.
Acompanhado de servidores municipais, o secretário de Saúde de Santos, Fábio Lopez, recebeu o certificado e placa. “Só foi possível chegarmos a esta excelência pelo trabalho integrado que realizamos na secretaria, incluindo a assistência, vigilância e setores administrativos. Essa vitória é de cada um que deu a sua contribuição, seja na elaboração de protocolos assistenciais e de vigilância ou no atendimento durante o pré-natal, parto e acompanhamento pediátrico nos primeiros 28 dias de vida de bebês expostos ao vírus”, ressaltou.
FUNÇÕES DA CERTIFICAÇÃO
* Apoiar e reconhecer os esforços dos territórios
* Mobilizar gestores, profissionais e comunidades
* Fortalecer a atenção e a vigilância com foco especial nas populações mais vulneráveis
PANORAMA NACIONAL
Ao todo, 59 municípios e sete estados receberam certificados e placas por alcançarem a eliminação do HIV, sífilis e/ou hepatite B ou levaram selos de boas práticas (ouro, prata ou bronze) rumo à eliminação da transmissão vertical de HIV, sífilis e/ou hepatite B em seus territórios.
Esta iniciativa contempla o item 3 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU: Saúde e Bem-Estar. Conheça os outros artigos dos ODS
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Com informações da Prefeitura de Santos





