Praia Grande investe em tecnologias de ponta para qualificar a assistência em saúde de sua população. Um dos destaques é o sistema de monitoramento neurológico de bebês prematuros que funciona na UTI Neonatal do Hospital Municipal Irmã Dulce (HMID) e tem auxiliado no combate à mortalidade infantil.
A tecnologia de última geração permite que os bebês com risco sejam monitorados 24 horas por dia, com acompanhamento em tempo real e de forma remota por uma central de vigilância e inteligência em São Paulo, formada por médicos especialistas, enfermeiros, técnicos e analistas. Caso haja qualquer alteração no quadro neurológico da criança, a equipe avisa imediatamente os profissionais da Maternidade para que seja efetuada uma pronta-resposta visando o tratamento do bebê internado.
Esse sistema de monitoramento remoto permite um diagnóstico mais preciso, com a indicação do tratamento medicamentoso mais adequado, evitando sequelas neurológicas futuras. Isso porque a tecnologia consegue detectar problemas que não podem ser percebidos a olho nu, se mostrando um diferencial determinante para salvar vidas. Além disso, a tecnologia possibilita a redução no tempo de internação na UTI, proporcionando mais qualidade de vida para o paciente e reduzindo custos.
Gestores da Secretaria de Saúde Pública (Sesap) de Praia Grande e técnicos do Hospital Irmã Dulce visitaram na quinta-feira (4) a sede do Instituto Protegendo Cérebros, Salvando Futuros (PBSF – Protecting Brains & Saving Futures), responsável pela tecnologia inovadora que é utilizada na Cidade há dois anos. Na ocasião, a equipe pôde conhecer as ferramentas tecnológicas, ver de perto como é feito o monitoramento dos bebês e o impacto desta ação na saúde dos recém-nascidos.
O médico fundador da PBSF, Gabriel Variane, fez uma apresentação sobre a UTI neonatal neurológica digital e destacou os ganhos obtidos na monitorização dos bebês internados na Maternidade do Hospital Municipal Irmã Dulce. “São mais de 300 crianças monitoradas, 15 mil horas de monitoramento e mais de 2,5 mil interações à distância. Com o modelo de atendimento conseguimos identificar quem tem algum risco neurológico, e quem precisa de tratamento. É um ganho real na redução da mortalidade e na incidência de lesões neurológicas, solidificando o padrão do cuidado”, disse.
Segundo o secretário de Saúde Pública de Praia Grande, Isaías Lima, o uso desse sistema moderno faz parte das medidas adotadas pela Administração Municipal para reduzir a mortalidade infantil. “O Município segue investindo em novas tecnologias e está atento a esse universo, com a telessaúde já se fazendo presente em várias ações hospitalares. Esse trabalho garante maior eficiência e qualidade ao atendimento ofertado aos praia-grandenses, além de proporcionar a economicidade do recurso público”.
Além do chefe da pasta da Saúde praia-grandense, também estiveram presentes a subsecretária de Atenção Terciária e Vigilância em Saúde, Alessandra Rodrigues, e a enfermeira Lindaia Faria da Silva, da UTI Neonatal do Hospital Irmã Dulce. A comitiva foi recepcionada na sede da PBSF, no Bairro Bela Vista, em São Paulo, pelo médico fundador da PBSF, Gabriel Variane, pelo médico de Novos Projetos PBSF, Nicolas Rodrigues, e pelo Head de Novos Negócios e Relações Internacionais da PBSF, Ahmed Kadura.
Ampliações – Os investimentos na saúde materno-infantil vão continuar em 2026 em Praia Grande. Está em andamento a construção da nova Maternidade do Hospital Irmã Dulce, ampliando sua capacidade de 26 para 36 leitos. Além disso, a UTI Neonatal também será aumentada, passando de 10 para 17 leitos, todos custeados pelo Município.
“Estamos trabalhando firme no cuidado com as gestantes e as crianças. No ano que vem vamos ampliar o escopo assistencial e, consequentemente, melhorar o atendimento prestado, com uma Maternidade mais ampla e confortável, com mais capacidade de leitos, assim como a UTI Neonatal, fortalecendo nossos esforços para reduzir a mortalidade infantil no Município”, afirmou Lima.
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Com informações da Prefeitura de Praia Grande



