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27/11/2025

A Secretaria de Saúde de Caçapava, por meio da Vigilância em Zoonoses, iniciou um amplo estudo de Avaliação da Dinâmica da Febre Amarela no município. A pesquisa, iniciada em outubro e com duração prevista de um ano, tem como objetivo compreender de forma detalhada a circulação do vírus, seus vetores, os hospedeiros e os fatores ambientais que influenciam na presença da doença na região.

O estudo conta com a parceria do Instituto Pasteur, Instituto Adolfo Lutz, Universidade de São Paulo (USP) e Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (SEMIL), reforçando a relevância científica e estratégica da iniciativa.

A pesquisa busca:

  • Investigar a presença e características dos principais vetores da Febre Amarela nos fragmentos florestais do município.

  • Identificar e mapear as espécies de primatas não humanos presentes na região, como bugios, saguis e sauás, que são importantes indicadores da circulação viral.

  • Avaliar a circulação do vírus da Febre Amarela em humanos, primatas e mosquitos.

  • Determinar as linhagens genéticas do vírus eventualmente encontradas.

  • Construir modelos epidemiológicos que permitam entender o deslocamento e o comportamento do vírus em escala local.

O estudo está concentrado na área de Caçapava situada entre as rodovias Presidente Dutra e Carvalho Pinto, região que concentra importantes fragmentos de mata.

No âmbito do projeto, a equipe de Vigilância em Zoonoses é responsável por:

  • Cadastrar matas e fragmentos florestais do município.

  • Realizar capturas de mosquitos e enviar amostras ao Instituto Pasteur para análise.

  • Identificar as espécies de primatas não humanos e registrar sua distribuição.

  • Manter um canal de comunicação com a comunidade para receber relatos sobre a presença de primatas, contribuindo para a vigilância ativa.

Até o momento, já foram realizados importantes avanços:

  • 10 matas e fragmentos florestais cadastrados.

  • Distribuição de primatas registrada em várias áreas, incluindo:

    • 3 locais com bugios (sendo 2 também com saguis),

    • 2 áreas com presença apenas de saguis,

    • 1 área sem primatas não humanos.

  • 2 capturas de mosquitos já realizadas, com envio de amostras ao Instituto Pasteur para análise laboratorial.

O estudo reforça o compromisso de Caçapava com a vigilância epidemiológica e a prevenção de doenças, garantindo ações técnicas, contínuas e alinhadas às melhores práticas para proteção da saúde pública.

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Com informações da Prefeitura de Caçapava

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