Secretário de Mobilidade Urbana (Semob), Alexandre Martins, detalhou como funcionou a fiscalização. “A fiscalização verificou, entre outros aspectos, a distância entre eixos, que deve ser de até 1,30 metro, e a largura máxima, que é de 70 centímetros. Se o veículo se enquadrar nesses critérios e mantiver a velocidade de até 32 km/h, é classificado como autopropelido. Ultrapassando esses limites, o veículo é considerado um ciclomotor, sendo necessário novas especificações, como habilitação”.
A ação também incluiu a conscientização dos usuários sobre os limites de velocidade. Em ciclovias, a velocidade máxima permitida para veículos autopropelidos é de 20 km/h, enquanto em passeios e espaços destinados aos pedestres o limite é de 6 km/h. A principal preocupação, além de garantir a segurança dos motoristas, é preservar a livre circulação dos pedestres, evitando que os veículos obstruam os caminhos públicos.
Diferença entre Autopropelidos, Ciclomotores e Motocicletas
Embora as três categorias envolvam veículos motorizados de duas rodas, elas têm características e regras distintas.
Autopropelidos: são veículos leves, como motos elétricas, que se destacam pela baixa velocidade e design compacto. Eles são permitidos em ciclovias e áreas específicas, desde que não ultrapassem a velocidade de 32 km/h e atendam aos critérios de tamanho e peso.
Ciclomotores: São veículos motorizados com motores de até 50cc e velocidade máxima de 50 km/h. Eles têm estrutura mais robusta e exigem habilitação específica para circulação.
Motocicletas: São veículos de maior potência e capacidade de velocidade, sendo reguladas por regras mais rígidas de habilitação e licenciamento, além de estarem sujeitas a outras normativas de trânsito.
Essa diferença é fundamental para a classificação e regulamentação dos veículos em espaços urbanos, garantindo maior segurança no trânsito e organização da mobilidade.
Na operação realizada na Avenida Ayrton Senna pelo Detran-SP, os agentes de trânsito utilizaram o etilômetro passivo, um dispositivo que detecta a presença de álcool no ar exalado pelo motociclista. Caso o teste inicial aponte suspeita, o condutor é encaminhado para a realização do etilômetro ativo, que oferece um diagnóstico mais preciso.
A escolha da avenida como local de fiscalização foi estratégica, pois oferece um fluxo moderado de veículos, permitindo que a operação seja realizada de forma segura para todos os envolvidos, sem causar grandes transtornos.
Por: Luis Gomes
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Com informações da Prefeitura de São Vicente




