Entre os mortos encontram-se menores de idade e pelo menos um médico, que segundo o Ocha, foi atingido enquanto tentava salvar vidas.
Ataques a áreas civis
A leste do bairro de Tuffah, na cidade de Gaza, foram registadas vítimas e cerca de 40 famílias ficaram deslocadas após fugirem dos tanques nas proximidades. A agência indica que a maioria das pessoas se refugiou em duas escolas.
As ambulâncias conseguiram apenas chegar a um quilómetro de distância e receberam os mortos e feridos. Funcionários humanitários afirmaram que alguns dos deslocados puderam regressar na manhã da quarta-feira, após a situação ter acalmado.
Organização Mundial da Saúde apoiou a evacuação médica de mais de 16 pacientes
O Ocha reitera que os civis e as infraestruturas devem ser sempre protegidos e que nunca devem ser alvo de ataques nem utilizados para proteger atividades militares.
Presença de agências da ONU
Entretanto, as Nações Unidas ONU e os seus parceiros continuam a aproveitar a reabertura limitada da passagem de Rafah e a responder às necessidades humanitárias em toda a faixa de Gaza.
A Organização Mundial da Saúde, OMS, apoiou a evacuação médica de mais de 16 pacientes, através de Rafah, para receberem tratamento não disponível em Gaza.
O mesmo número de retornados foi admitido na noite de quarta-feira, recebidos pelo Programa da ONU para o Desenvolvimento, Pnud, perto do posto de verificação de Israel. Eles foram transportados para o Hospital Nasser, em Khan Younis, onde foi estabelecida uma área de acolhimento humanitário.
Desinformação como arma
Em nota separada, o comissário geral da Agência da ONU de Assistência aos Refugiados Palestinos,Unrwa, chamou à atenção da desinformação contra a agência.
Unrwa distribuiu cerca de 3 milhões de embalagens resistentes de farinha de trigo
Philippe Lazzarini disse que esta prática é utilizada como tática ao longo da guerra em Gaza, de forma a difamar a principal entidade da ONU que apoia os refugiados palestinos.
As alegações, baseadas em imagens de vídeo do exército de Israel, mostram sacos de farinha vazios com o logótipo da Unrwa, ao lado de munições. Esse cenário, segundo Lazzarini, “não apresenta qualquer prova verificável”.
O comissário afirma que, após a distribuição de alimentos, “os sacos são reutilizados para todos os tipos de fins”. Somente em 2024, a Unrwa distribuiu cerca de 3 milhões de embalagens resistentes de 25 kg de farinha.
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Com informações da ONU


