No Mais Ciência, as iniciativas orientadas por mulheres se organizam em linhas de atuação que incluem saúde pública e saúde coletiva, educação básica e formação docente, direitos humanos e diversidade, cultura e patrimônio, juventude e artes, ciência e tecnologia com foco na inclusão de meninas, meio ambiente e agricultura, e planejamento urbano e mobilidade. Essas frentes mostram como a pesquisa local dialoga com problemas sociais e com demandas pedagógicas da rede. A coordenadora do programa, Leonora Tinoco, aponta que esta data marca “a valorização e o reconhecimento de mulheres que, com muita dedicação e trabalhos de excelência, vêm contribuindo para o desenvolvimento científico e sendo fonte de inspiração para muitas meninas”.
Os temas mais recorrentes revelam prioridades definidas pelos próprios proponentes. Na saúde, aparecem projetos voltados à prevenção, vigilância e promoção do bem-estar mental. Na educação, surgem demandas por formação continuada de professores, por intervenções pedagógicas e pela inclusão de conteúdos socioambientais. Em cultura e patrimônio, as propostas privilegiam iniciativas participativas que reforcem identidade e memória locais, enquanto nas artes e juventude predomina a oferta de oficinas e atividades que estimulam protagonismo e trocas intergeracionais.
No Mais Ciência na Escola, os números práticos reforçam o protagonismo feminino com cinco dos oito projetos selecionados na XI Feira Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação (FEMuCTI) para representarem o município na XIX Feira Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (FECTI) orientados por mulheres. Quatro projetos receberam premiação na etapa estadual da FECTI, entre eles três orientados por mulheres e um desenvolvido exclusivamente por mulheres, este último já com participações nacionais em Recife 2024 e em Brasília 2025.
Carla Salles, gerente de Popularização e Difusão de Ciência e Tecnologia da Seduct, destacou o significado desses resultados ao dizer que se sente “ainda mais orgulhosa pelos avanços locais e que os projetos de iniciação científica júnior liderados por mulheres orientadoras e desenvolvidos por meninas bolsistas comprovam a força e a competência feminina na ciência desde os primeiros passos”. Ela acrescentou que “é preciso ampliar reconhecimento, espaços e visibilidade para apresentar, compartilhar e multiplicar o que é produzido, porque investir nas meninas e nas mulheres na ciência é investir em um futuro mais justo e inovador”.
A manutenção e a ampliação desses resultados dependem da articulação entre a Seduct e as instituições de ensino superior, das mentorias oferecidas e do fortalecimento de infraestrutura e programas de bolsas. As equipes trabalham ainda na sistematização de monitoramento e avaliação para mapear impactos, orientar decisões e buscar fontes de financiamento que garantam sustentabilidade das ações.
A data desta quarta (11) assume portanto caráter simbólico e prático, ao celebrar conquistas e ao mesmo tempo apontar caminhos para institucionalizar políticas que fortaleçam a trajetória de meninas e mulheres na ciência. A intenção anunciada por Seduct é transformar esse protagonismo em políticas públicas duradouras, ampliando oportunidades e consolidando redes de apoio no município.
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Com informações da Prefeitura de Campos dos Goytacazes




