As ações estão na segunda semana de atividades e seguem para a terceira. O projeto começou com um encontro de apresentação voltado a pais, responsáveis e estudantes da turma, formada inicialmente por 15 educandos. Atualmente seis crianças participam das oficinas, com expectativa de ampliação do grupo nas próximas semanas. Entre as primeiras experiências houve a exibição do filme “Disque Quilombola”, seguida de atividades práticas voltadas ao reconhecimento do território e à construção coletiva do roteiro.
A assistente social Carolina de Cássia, responsável pelo projeto, explica que a proposta une linguagem audiovisual e investigação comunitária. Segundo ela, o desafio central será transformar as descobertas feitas pelas crianças em uma narrativa cinematográfica. Carolina afirma que a ideia é contar a história do assentamento e do quilombo de Cafuringa, localizados no entorno da escola, em um filme que dialogue também com o interesse das crianças em produzir uma história de terror.
Durante as atividades, os estudantes participaram de uma oficina de fotografia voltada à identidade e ao território, aprendendo sobre enquadramentos e diferentes planos de imagem. De acordo com o diretor da escola, João Sávio Monção Figueiredo, “as dinâmicas adotadas valorizam a participação dos alunos e a troca de experiências com a comunidade local”. Ele explica que o projeto foi construído a partir do diálogo entre a gestão escolar, a Coordenação de Educação do Campo da Seduct e a equipe responsável pela iniciativa.
As oficinas também incluíram momentos de pesquisa e exploração do entorno da escola. Durante essa etapa, as crianças identificaram diferentes plantas e frutos presentes na região, como acerola, jamelão, jaca e amora. Ao fotografar uma flor que chamou a atenção do grupo, os estudantes encontraram um fruto desconhecido e, após pesquisa orientada pela equipe do projeto, descobriram tratar-se da monguba, árvore conhecida por suas propriedades medicinais e por produzir castanhas com alto valor nutritivo.
Segundo João Sávio, o projeto também contribui para fortalecer o vínculo entre escola e território. O diretor lembra que a iniciativa nasceu do encontro entre a proposta do cinema educativo e a realidade da Educação do Campo. Ele afirma que, por ter crescido na região e participado das ações do assentamento desde a infância, considera importante que “a escola devolva ao território o conhecimento construído ao longo do tempo, ao mesmo tempo em que continua aprendendo com a comunidade”.
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Com informações da Prefeitura de Campos dos Goytacazes
