Com informações da ONU
Os policiais libertaram 65 menores sob poder dos criminosos que atuavam em nove nações da América Central, da América do Norte e do Caribe.
Casos reabertos
A operação eclipse, que levou um ano para ser concluída, focou na produção e distribuição de material para abuso e exploração sexuais de crianças. Os policiais identificaram vítimas e reabriram casos considerados “frios” por não terem sido resolvidos em anos.
A maioria das vítimas tinha entre cinco e 13 anos e cerca de 80% dos menores eram meninas. O Unodc ressalta que embora exista um impacto desproporcional sobre as meninas, mas é preciso também adaptar a prevenção e resposta para os meninos que também são vítimas desses crimes.

O Unodc cooperou com a Interpol numa estratégia conjunta para prevenir e combater abuso sexual de menores
A agência informou que as vítimas que eram menores na época do crime, foram resgatadas e estão recebendo tratamento das autoridades de seus países.
Educadores e familiares
A Interpol descobriu que os autores dos crimes tinham diferentes níveis de conexão com as vítimas. Muitos eram da família, amigos, vizinhos, educadores e predadores cibernéticos. Dentre os autores dos abusos estavam viajantes estrangeiros que exploravam as crianças.
O Unodc cooperou com a Interpol numa estratégia conjunta para prevenir e combater abuso sexual de menores viabilizado pela tecnologia e a Coalizão de Resgate de Criança.
A operação uniu agências de aplicação da lei e autoridades judiciais através da América Latina para sincronizar investigações, executar intervenções e reunir evidências contundentes entre fronteiras.
Inteligência em tempo real
A Interpol ofereceu apoio técnico, compartilhamento de inteligência em tempo real e um guia estratégico através de toda a operação.
Policiais libertaram 65 menores sob poder dos criminosos que atuavam em nove nações
No Panamá, as autoridades encontraram uma vítima que estava desaparecida há mais de uma década. A Força-Tarefa Vítima para América Latina e Caribe, apoiada pelo Unodc, conseguiu reunir imagens e rastrear os criminosos. Após encontrá-la, a polícia obteve pistas para desvendar outros dois casos.
Estrangeiro vivia com criança
Na República Dominicana, dois suspeitos foram presos por crimes sexuais contra menores, posse e produção de material de exploração sexual infantil.
Um dos presos era pai ou mãe da criança e permitia o abuso. O outro suspeito, um estrangeiro que vivia e abusava das vítimas.
Já a Polícia da Costa Rica investigou uma série de materiais em banco de dados que tinham mais de 10 anos.
Na época, a vítima ainda adolescente foi iludida por um agressor que fingiu ser uma celebridade para atrair e depois chantagear a vítima com ameaças contra a família dela mantendo assim o controle da situação de abuso e crime.


