Publicado em: 22 de abril de 2026
Serviço da Prefeitura preserva e divulga o passado do município, além de realizar oficinas, cursos e atender ao público



O Centro de Memória de Diadema – que fica na Avenida Alda, 255, no Centro – guarda muitos tesouros: uma planta, de 1925, do primeiro loteamento da cidade, que compreendia o Centro, bairro Conceição e parte do Serraria; uma foto de 1948 da entrada da cidade; depoimentos, em áudio e vídeos, dos emancipadores, responsáveis por tornar a cidade independente no distante ano de 1958. Todo esse material e muito mais pode ser consultado gratuitamente por todos, não apenas pesquisadores.
Como explica Osmir Pereira Rocha, agente de biblioteca e um dos responsáveis pelo espaço, o acervo do Centro é amplo. “Atuamos de duas maneiras. Primeiro, temos registros que ajudam a contar a história das administrações, uma história mais institucional. Por outro lado, temos diversos materiais – como fotos, documentos, jornais e fotografias – sobre a história mais ampla do município, seus movimentos sociais, culturais, artísticos e urbanísticos.”
Segundo Osmir, o trabalho do Centro se estende para outras áreas. “Fazemos exposições retratando aspectos da história de Diadema a partir de algum recorte temático. Já fizemos, por exemplo, exposições sobre casas antigas e outra sobre a história dos casamentos.”
A equipe também realiza formações, como oficinas artísticas de Bordado e Histórias – em que o público utiliza o bordado para registrar seu passado -, e de Fotografia e Memória.
O Centro conta, ainda, com uma biblioteca com volumes que focam na história de Diadema e do ABC, memória, patrimônio histórico e trabalhos acadêmicos produzidos sobre a cidade.
Por fim, o Centro de Memória faz parte do Pró-Iphac, o grupo de assessoria técnica do Conselho de Patrimônio de Diadema, e está auxiliando no levantamento dos imóveis da cidade que têm algum interesse histórico. “Estamos começando agora um trabalho com os monumentos da cidade, registrando e resgatando a história desses marcos. Na sequência, queremos fazer esse mesmo trabalho com os chamados bens imateriais, que são as manifestações artísticas da população, que são muitas e riquíssimas em nossa cidade.”
O Centro de Memória funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h e, aos sábados, das 9h às 15h. O telefone para agendamento e outras informações é (11) 4043-0700.
Sede com muitas histórias para contar
Quem entra no único imóvel tombado pelo patrimônio histórico em Diadema, justamente o casarão que é sede do Centro de Memória, se sente imediatamente transportado para outra época. O casarão, construído por um português chamado Alberto Simões Moreira na década de 1930, guarda histórias que ajudaram a moldar a Diadema moderna.
Alberto morou com sua família durante muito tempo no local e plantava uvas. A avenida Alda, que liga a área central ao Eldorado, foi aberta pelo morador e recebeu o nome de sua filha, Alda Moreira Estrázulas.
Com o tempo, a família de Alberto doou o casarão para uma ordem religiosa cristã, as Irmãs Oblatas do Espírito Santo, que transformaram o imóvel em um orfanato para moças. Hoje em dia, quem visita o Centro de Memória pode apreciar várias fotos desse período, como das abrigadas pelo orfanato à época.
O nome Praça da Moça, localizada próximo ao Centro, deve-se às jovens abrigadas, que passeavam pelo local.
Com o tempo o espaço passou para a Prefeitura, que utilizou o local para diversos fins, até Secretaria de Educação e, agora, como Centro de Memória.
Texto: Alexandre Postigo
Fotos: Mauro Pedroso
source
Com informações da Prefeitura de Diadema


