(Fotos: Thiago Teves)

Quem acredita que telefone fixo só existe em escritórios não imaginava o que a areia da Praia Central escondia até o último sábado (18/04). Entre centenas de quilos de resíduos recolhidos, um aparelho telefônico tornou-se o símbolo do impacto do descarte irregular em um dos principais cartões-postais da cidade. Mas o que realmente chamou a atenção não foi apenas o lixo, mas o fôlego de dezenas de jovens da ONG Esporte Vida, decididos a transformar essa realidade.

Ao todo, a balança registrou exatos 248,8 kg de materiais, o equivalente ao peso de três geladeiras de grande porte. A ação, realizada em uma única manhã, uniu a vitalidade dos alunos do projeto Surf Escola ao suporte da Prefeitura de Mongaguá, Sabesp e Consórcio Baixada Santista. O grupo realizou um verdadeiro “pente-fino” na orla, retirando desde objetos volumosos até o microlixo, como bitucas de cigarro e pequenos plásticos, que muitas vezes passam despercebidos, mas são letais para a fauna marinha.

Para o Secretário de Agricultura e Meio Ambiente, Alexandre Barril, o envolvimento dessa nova geração é o maior saldo do evento. “Ver o entusiasmo desses jovens cuidando do lugar onde surfam e vivem traz um significado muito maior do que os números. É a prova de que as nossas praias têm futuro quando a comunidade entende que a areia não é lugar de descarte”, afirmou.

A soma de esforços garante não apenas uma orla mais segura para o lazer, mas um ecossistema equilibrado. Para o morador de Mongaguá, o resultado vai além da paisagem renovada: é a certeza de que a cidade conta com uma rede de proteção ativa, onde poder público e sociedade civil caminham juntos para preservar o patrimônio natural para as próximas gerações.

 

 

source
Com informações da Prefeitura de Mongágua

Share.

Deixe uma respostaCancelar resposta

Exit mobile version