Além do impacto ambiental, a iniciativa também teve reflexo direto na renda dos participantes. De acordo com o balanço da ação, cada pescador recebeu R$ 701,98 pelo trabalho realizado, dentro da lógica de pagamento por serviços ambientais adotada pelo programa. Desenvolvido pela Fundação Florestal, o Mar Sem Lixo alia conservação ambiental, educação ambiental, geração de dados e valorização da pesca artesanal, com adesão voluntária de pescadores que atendem aos critérios de participação.
O programa conta com apoio da Prefeitura e de parceiros locais, fortalecendo o trabalho de coleta de resíduos em áreas de mangue, estuário e ambiente marinho. A proposta é ampliar o engajamento comunitário, incentivar a destinação adequada dos materiais retirados do ambiente natural e consolidar uma rede de cooperação em defesa dos ecossistemas costeiros.
“É muito importante essa ação porque além de trazer o engajamento à educação ambiental também proporciona a retirada desses resíduos sólidos, o que vai melhorar os parâmetros biogeoquímicos da água e, por ventura, melhorar a qualidade da água, a qualidade dos peixes e, assim, a mesma qualidade de vida deles que moram aqui”, destacou o chefe de Seção de Gestão Ambiental, engenheiro ambiental e sanitarista, Guilherme Henrique.
Estudos internacionais apontam que mais de 1.400 espécies marinhas sofrem impactos provocados pelo lixo nos oceanos, incluindo aves, tartarugas e outros animais afetados por ingestão de resíduos ou emaranhamento em materiais descartados incorretamente. No litoral paulista, a Fundação Florestal informou neste mês que os plásticos representam mais de 90% do lixo encontrado nas praias paulistas, o que reforça a relevância de ações permanentes de coleta e prevenção.
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Com informações da Prefeitura de Ubatuba




