A rede municipal de saúde de Piracicaba passou a contar com 26 profissionais capacitados — entre médicos e enfermeiros — para a implantação do Implanon e do DIU, métodos contraceptivos oferecidos gratuitamente pelo SUS.
A imagem mostra um ambiente clínico onde três pessoas estão presentes. À esquerda, um profissional de saúde usando jaleco branco, touca, óculos e máscara segura uma caixa de medicamento verde e vermelha, na qual se lê "etonogestrel" e "136". No centro, uma paciente está deitada em uma maca, vestindo uma blusa clara e calça preta com um laço na cintura, olhando para cima. À direita, outro profissional de saúde, também com touca e máscara, está segurando um curativo branco e luvas, aparentemente preparando-se para realizar um procedimento. O ambiente é iluminado artificialmente, com paredes revestidas de azulejos claros e uma janela com grades em forma de losango. Ao fundo, há caixas e frascos de materiais médicos. A cena transmite uma situação de atendimento médico, possivelmente relacionada à administração do medicamento mencionado.
Implantação do Implanon é feita com anestesia local

A capacitação, realizada nesta semana no CESM (Centro Especializado em Saúde da Mulher), integra o protocolo para a rede municipal estabelecido pela Secretaria Municipal de Saúde alinhado às diretrizes do Ministério da Saúde para o planejamento familiar. Entre as principais medidas está a descentralização do serviço, ampliando a oferta dos métodos diretamente nas unidades de saúde.

Segundo a coordenadora do CESM, Marcela Buoro, dados das pacientes atendidas no serviço mostram que seis em cada dez mulheres relatam gravidez não planejada.

Natalia Plaza, do Coren e Gabriela Santos, enfermeira da rede municipal que fez a capacitação para implantação do DIU
Elaine Defavari, Letícia Braga, a paciente Michelle Diniz, Daniela Andrade e Marcela Buoro

“Isso não significa que não seja uma gestação desejada, mas indica que não houve planejamento. Garantir informação e acesso aos métodos contraceptivos é fundamental para ampliar a autonomia das mulheres sobre sua saúde reprodutiva”, destaca.

A Atenção Básica será a principal porta de entrada para orientação das pacientes. Nas unidades, serão avaliados fatores como momento de vida, perfil clínico, vantagens e desvantagens de cada método, além da elegibilidade para sua utilização.

“Ampliar o acesso ao planejamento familiar é uma prioridade da gestão, porque significa oferecer às mulheres mais autonomia, informação e cuidado qualificado. A capacitação desses profissionais fortalece nossa rede e aproxima esse atendimento da população, garantindo que mais mulheres possam acessar métodos seguros e eficazes diretamente nas unidades de saúde”, aponta a secretária-executiva de Gestão em Saúde, Daniela Andrade, que com a coordenadora de Enfermagem da Atenção Básica, Elaine Defavari, acompanhou o treinamento. “A Atenção Básica é essencial para orientar e acolher as pacientes, ampliando o acesso aos métodos com atendimento humanizado,” destaca Elaine.

EM ALTA – Recém-incorporado à rede municipal, o Implanon vem despertando interesse entre mulheres que buscam métodos contraceptivos de longa duração e alta eficácia.
O Ministério da Saúde encaminhou a Piracicaba 1.485 implantes subdérmicos, cada um com duração de até três anos. Na rede privada, o custo médio é de aproximadamente R$ 1.800.

O procedimento é rápido, realizado com anestesia local, e representa um importante avanço na ampliação do acesso a tecnologias contraceptivas modernas.

A assistente jurídica Michelle Diniz, de 38 anos e mãe de dois filhos, foi uma das pacientes a receber o implante nesta terça-feira, 28/04. “É um método que oferece mais segurança”, afirma.

Além do Implanon e do DIU, a rede municipal oferece outras opções dentro da política de planejamento familiar, incluindo procedimentos de esterilização definitiva.

Atualmente, são realizadas em média110 triagens mensais para laqueadura feminina e 55 atendimentos mensais para vasectomia. No caso dos homens, o procedimento é mais simples, realizado em consultório e com anestesia local.

A ampliação da capacitação e da oferta de métodos reforça o compromisso da rede municipal com políticas públicas voltadas à saúde da mulher, prevenção e autonomia reprodutiva.

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Com informações da Prefeitura de Piracicaba

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