Na avaliação da diretora pedagógica Viviane Terra, o avanço na alfabetização ganha consistência quando a rede investe em método e continuidade como estratégias de ação. “A alfabetização deixou de ser apenas uma meta pedagógica e passou a ser uma construção de rede, com responsabilidade compartilhada e acompanhamento permanente”, afirmou. Ela aponta ainda que a meta em alcançar 58,2 na nota do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA) em 2026 faz parte das propostas mais robustas que a Seduct vêm implementando em relação à alfabetização.
A agenda para este ano começou com foco ainda maior na estruturação da política de alfabetização. Em janeiro, foi divulgada a comissão responsável pela Política Municipal de Alfabetização, formada a partir da Portaria nº 251/2025. A comissão passou a atuar no diagnóstico da rede, na definição de metas e na construção de diretrizes alinhadas ao CNCA. Em fevereiro, a Escola de Formação de Educadores Municipais (EFEM), sediou o lançamento do Programa de Leitura e Escrita na Educação Infantil (PRO-LEEI) e capacitação em práticas de linguagem oral, leitura e escrita na Educação Infantil. Viviane destacou que essa etapa consolida a base da aprendizagem. “A política para alfabetização começa a ganhar mais corpo quando a rede define responsabilidade, forma seus profissionais e acompanha o desenvolvimento desde a educação infantil”, afirmou.
Ainda em fevereiro e março, a rede ampliou o trabalho voltado aos gestores e aos anos iniciais. No final de fevereiro, o IFF Campos Centro recebeu um novo encontro de alinhamento com gestores escolares, quando a Diretoria Pedagógica apresentou orientações para 2026, como a organização da educação infantil, a implantação das Trilhas Essenciais nos anos iniciais e o uso de simulados mensais como instrumento diagnóstico. No dia 2 de março, o Palácio da Cultura abriu o Percurso Formativo Regional Alfabetização Contextualizada e Reflexiva, com foco nos dois primeiros anos do Ensino Fundamental. A partir de março, a rede passou a intensificar o monitoramento do CNCA, integrar as ações ao Programa Pró-SAEB e reforçar o acompanhamento das turmas, com atenção especial ao desempenho e às necessidades de cada escola.
O ano de 2026 também incorporou um elemento de mobilização que ajuda a dar identidade à política. No dia 7 de abril, a Seduct divulgou o resultado da escolha dos nomes dos mascotes da alfabetização e da aprendizagem, que somou 7.670 votos da comunidade escolar. Goytaré, mascote da Alfabetização, passou a representar a entrada no universo da leitura, da escrita e do raciocínio lógico. Já Educaré, mascote da Aprendizagem, simboliza o cuidado contínuo com a aprendizagem. “Mais do que personagens de apoio, os dois se tornaram instrumentos de pertencimento e engajamento”, ponderou Viviane.
Continuidade do bom trabalho
Viviane aponta que o planejamento de ações para 2026 dá continuidade ao que foi desenvolvido ao longo de 2025 e destaca algumas dessas iniciativas. Em julho, foi realizado o I Simpósio Municipal de Educação, que reuniu professores, gestores e pesquisadores no Teatro Trianon para discutir práticas pedagógicas, avaliação e recomposição das aprendizagens em diálogo com o CNCA e com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC). O encontro reforçou a ideia de que a alfabetização depende de planejamento, governança e formação contínua.
Entre agosto e setembro, a Seduct ampliou a discussão para temas que também interferem diretamente no processo de aprender a ler e a escrever. Os destaques foram o IV Seminário Municipal de Educação para a Diversidade, abordando inclusão, equidade e enfrentamento das desigualdades, e “Do dado à prática: o 2º ano em foco pelo Alfabetiza RJ”, que trabalhou leitura de indicadores, com foco em matrizes de Língua Portuguesa e Matemática. Ambos os eventos aconteceram no Teatro de Bolso. Segundo Viviane, a alfabetização também se fortalece quando a rede compreende que aprender exige acolhimento e precisão pedagógica. “Não basta medir. É preciso interpretar os dados e transformá-los em ações concretas”, afirmou.
Ainda em setembro, a valorização das boas práticas ocupou o centro da agenda. A premiação do concurso “Partilha de Saberes e Boas Práticas”, realizada no auditório da Prefeitura de Campos, reconheceu experiências que já vinham produzindo resultados em leitura, produção textual e letramento. O projeto “Na Mala dos gêneros: textos que viajam”, da E.M. José do Patrocínio, ficou em primeiro lugar, seguido por “Palavras que Contam Histórias” e “Jornal Escolar como Recurso Pedagógico Inclusivo na Alfabetização e Letramento”.
No fim de 2025, a política avançou para a etapa de consolidação dos instrumentos de avaliação e acompanhamento. Em novembro, a rede intensificou a preparação para a avaliação do CAEd, enquanto em dezembro começaram as visitas técnicas durante o Avalia RJ, com observação da organização, da logística, da participação dos alunos e da atuação das equipes escolares.Em dezembro, a Seduct divulgou um balanço oficial que reuniu os resultados do ano e consolidou o trabalho em governança, formação, infraestrutura pedagógica, reconhecimento de boas práticas e uso das avaliações como apoio ao planejamento.
Para Viviane Terra, o conjunto dessas ações mostra que a alfabetização em Campos está sendo tratada como política de rede, com metas, acompanhamento e participação coletiva. “Quando a escola, a família e a gestão caminham juntas, a alfabetização deixa de ser um resultado isolado e passa a ser parte de um projeto de futuro para toda a rede. E o resultado desse trabalho em conjunto só pode ser algo efetivo e positivo para a Educação”, concluiu.
source
Com informações da Prefeitura de Campos dos Goytacazes




