
Na última sexta-feira (22), a Secretaria Municipal de Assistência Social realizou uma reunião de alinhamento com os representantes da Casa Neon Cunha, Organização da Sociedade Civil (OSC) especializada no acolhimento e atendimento à população LGBTQIA+, com foco em pessoas trans. O encontro teve como objetivo estruturar os protocolos e os fluxos de encaminhamento entre as equipes técnicas do município e a instituição, garantindo maior agilidade no atendimento de demandas sociais e na garantia de direitos.
A iniciativa responde à necessidade urgente de criar redes de proteção para uma parcela da população historicamente marcada pela invisibilidade social e pela extrema vulnerabilidade, frequentemente exposta à rejeição familiar, à falta de oportunidades no mercado de trabalho e à violência. Diante desse cenário, a articulação de políticas públicas inclusivas torna-se um instrumento vital para garantir o acolhimento e o respeito à cidadania.
A parceria entre o município e a entidade, inclusive, já apresenta resultados práticos. Recentemente, uma mulher trans atendida pelo CRAS Vila Atlântica, que se encontrava em iminente situação de rua, foi acolhida pela Casa Neon, em São Bernardo do Campo. Na instituição do ABC Paulista, ela recebeu moradia, alimentação e suporte psicossocial. Atualmente, a assistida alcançou a autonomia financeira, está inserida no mercado de trabalho e reside em um imóvel próprio, mantendo apenas o acompanhamento esporádico e preventivo da equipe de monitoramento.
Para a secretária de Assistência Social, Érica Thuler, o caso demonstra a importância de a gestão municipal esgotar todas as possibilidades de acolhimento. “O suporte oferecido vai muito além do atendimento emergencial; foca na emancipação do indivíduo. Quando a rede local se articula com equipamentos especializados, oferecemos as ferramentas necessárias para que os cidadãos conquistem sua autonomia com respeito e dignidade”, destacou.
Estrutura e serviços ofertados
O presidente da Casa Neon, Paulo Araújo, a vice-presidente Thamyres Visgueira, a integrante da equipe de comunicação da entidade, Priscila, e a assistente social Ângela Alves participaram da reunião e detalharam o funcionamento do equipamento, que hoje atende cerca de 24 residentes diretos, além dos conviventes, pessoas que utilizam o espaço durante o dia para alimentação, higiene pessoal e capacitação.
A entidade atua em diversas frentes de suporte para assegurar a cidadania dos assistidos, oferecendo acompanhamento em tratamentos médicos e palestras educativas. Além disso, os usuários contam com orientação e apoio jurídico para a garantia de direitos fundamentais, além de cursos de capacitação profissional e oficinas voltadas a áreas como corte e costura, cabelo e maquiagem.
Como solicitar atendimento
Os munícipes que necessitam de orientação ou assistência especializada voltada à população LGBTQIA+ devem procurar inicialmente a rede socioassistencial do município. O atendimento de referência, a triagem e a articulação de vagas junto a entidades parceiras são coordenados pelo Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), localizado na Rua Adhemar de Barros, 199, no Centro. O telefone de contato para dúvidas e orientações é o (13) 3448-5098.
(Fotos: Larissa Fábia)
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Com informações da Prefeitura de Mongágua



