
(Fotos: Larissa Fábia)
A rotina das escolas municipais de Mongaguá tem sido periodicamente transformada pelo som dos metais e da percussão. A ‘Blitz Cultural’, iniciativa conjunta entre as secretarias de Educação e de Cultura, leva as apresentações da Fanfarra Municipal de Mongaguá (FAM) diretamente ao pátio das unidades de ensino. Após passar recentemente pela EMEIEF Pequeno Príncipe e pela EMEF Barigui, o projeto planeja as próximas etapas do cronograma, conciliando os calendários escolares para dar continuidade às visitas pedagógicas.
O secretário de Cultura, Pedro Saletti, aponta que o foco do município é estender essa experiência para toda a rede. “O intuito é levar a Blitz Cultural a outras unidades escolares, sempre demonstrando o trabalho maravilhoso que a Fanfarra Municipal desenvolve, além, claro, de disponibilizar esse universo ímpar que a música oferece a futuros músicos. Na FAM, muitos alunos terão a oportunidade de ter o primeiro contato com um instrumento, e fortalecer, a partir dali, as suas próprias formações como indivíduos”.
Muito além do entretenimento, as apresentações buscam expandir o repertório cultural dos estudantes da rede pública, mesclando sucessos da atualidade com inserções de música erudita. Para muitos jovens, a ação representa o primeiro contato direto com a música instrumental. A identificação é imediata, uma vez que a própria fanfarra é composta por alunos das comunidades locais, criando um elo entre quem se apresenta e quem assiste.
O impacto do projeto se estende para fora do ambiente escolar e reflete no desenvolvimento pessoal dos participantes. Relatos de familiares e professores apontam avanços no rendimento escolar, no foco e na convivência social das crianças e adolescentes que ingressam na música, além de uma alternativa saudável ao uso excessivo de telas.
Entre os exemplos marcantes de inclusão está o de Bernardo Macri, de 12 anos. Diagnosticado com mutismo seletivo, o estudante não se comunica verbalmente com o grupo, mas encontrou em seu instrumento uma forma de expressão e socialização. Casos como o dele se somam aos de jovens como Henrique Schiavinato, de 14 anos, que hoje atua profissionalmente no cenário musical da região, e do estudante Victor, de 17, que utilizou a liderança desenvolvida na fanfarra para ingressar no mercado de trabalho.
À frente do projeto como regente titular e coordenador pedagógico, o maestro Israel H. Santos resume o propósito das visitas e das aulas. “O que fazemos aqui vai muito além de ensinar notas musicais; nós oferecemos uma bagagem para a vida. Ver a música batendo na porta desses estudantes e se tornando uma ferramenta de confiança e oportunidades para o futuro deles é o que dá verdadeiro sentido ao nosso trabalho”, conclui.
Para os interessados em integrar o corpo musical, a estrutura oferecida pela Prefeitura disponibiliza instrumentos e material didático de forma inteiramente gratuita, sem a necessidade de conhecimento prévio ou posse de equipamento próprio. As aulas atendem desde iniciantes até níveis mais avançados, abrangendo na linha de sopro instrumentos como trompete, flugelhorn, trombone, bombardino e tuba. Já a rica linha de percussão inclui bumbo, caixa, pratos, pandeirola e quadritom.
O projeto conta atualmente com 25 vagas abertas para os turnos da manhã e da tarde, destinadas a estudantes de 8 a 18 anos matriculados na rede de ensino. Há também a previsão de abertura de novas oportunidades para o mês de agosto. As inscrições podem ser feitas no Centro Cultural Vereador Antônio Pires de Abreu, localizado na Rua Caraguatatuba, 469, Agenor de Campos, ou através do site.
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Com informações da Prefeitura de Mongágua



