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Você provavelmente já encontrou pombos em áreas urbanas. Essas aves se adaptaram bem às cidades, onde encontram abrigo e alimento com facilidade.

Uma concentração elevada dessas aves nas cidades, entretanto, não é desejável por conta de possíveis riscos à saúde humana. Assim, o controle dessa população é realizado pelos órgãos responsáveis da prefeitura, por meio da limpeza urbana, com retirada de lixo e varrição frequente das vias, a exemplo do que faz os funcionários da Secretaria de Serviços Municipais de Barueri (SSM).

Importante destacar que os pombos são protegidos por lei e não podem ser perseguidos, mortos ou eliminados. A Lei Ordinária nº 2.588/2017, de Barueri, trata da proteção, defesa e controle de animais domésticos e silvestres. Ela estabelece diretrizes para o manejo e controle de pombos, priorizando métodos não letais e a responsabilidade na condução dessas ações, de forma a evitar maus-tratos. Além disso, a Lei nº 9.605/1998, conhecida como Lei de Crimes Ambientais, também se aplica ao tema, pois regulamenta práticas lesivas à fauna, incluindo os pombos.

Saiba mais

De origem europeia, os pombos foram introduzidos no Brasil pelos portugueses no século XVI. Adaptaram-se com facilidade ao ambiente urbano, onde costumam construir ninhos em locais elevados — como prédios, torres de igrejas, forros, beirais e lajes — que oferecem proteção e ampla visibilidade do entorno.

Quanto à alimentação, consomem principalmente grãos e sementes, mas também aproveitam restos de alimentos deixados pelas pessoas, de forma intencional ou não. Por esse motivo, não é recomendável alimentá-los em praças e parques, pois essa prática contribui para o aumento descontrolado de sua população.

Esse animal está associado à transmissão de algumas doenças, como criptococose, histoplasmose, clamidiose e salmonelose, além de dermatites e alergias. No entanto, ainda há dúvidas sobre essa associação, sendo fundamental que a causa dessas e de outras enfermidades seja sempre investigada por um médico especialista.

Recomendações e prevenção

Para prevenir possíveis doenças e eliminar condições que favoreçam a presença dos pombos em lugares específicos, o Departamento Técnico de Controle de Zoonoses (DTCZ), da Secretaria de Saúde de Barueri, recomenda ações que eliminem do ambiente os 4As (alimento, abrigo, acesso e água), tais como: não alimentar essas aves e sempre recolher restos de comida do ambiente; instalar barreiras físicas, como hastes ou superfícies inclinadas, para impedir seu pouso; vedar frestas e aberturas com telas, espuma ou alvenaria, para que eles não façam ninhos; e evitar água parada.

É essencial também tomar cuidados na hora de limpar locais com presença de pombos: sempre use máscara para proteger nariz e boca; umedeça o local para evitar poeira antes de remover as fezes; e bloqueie o acesso das aves após a limpeza. Também é importante proteger alimentos e água do contato com essas aves.

Mais informações

Para mais orientações, entre em contato com o Departamento Técnico de Controle de Zoonoses (DTCZ), da Secretaria de Saúde de Barueri, pelo telefone (11) 4198-5679.

Da redação

Crédito das fotos: Ana Guice/Secom Barueri

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Com informações da Prefeitura de Barueri

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