“O Festival do Queijo Artesanal de Minas é o evento que mais gostamos de participar, assim, porque ele realmente reúne produtores de todas as regiões de Minas e é um grande encontro assim para nós, não só da gente com outros produtores, mas especialmente com o público muito interessado no queijo e curte nossos produtos É uma vitrine para todos e não um clima de disputa, de competitividade, até porque tem espaço para todos”, afirma a produtora, que participa do evento desde 2019, quando ainda acontecia na Serraria Souza Pinto.
A trajetória da fazenda começou em 1924, quando o avô de Tereza construiu a propriedade e iniciou a criação de gado leiteiro. Na época, sem estrutura para venda de leite, a família passou a transformar o excedente em queijo, dando origem a uma tradição que atravessou gerações.
Hoje, o modo de fazer segue preservado, mantendo os métodos tradicionais do Queijo Minas Artesanal da região do Campo das Vertentes, produzido apenas com leite cru, coalho, pingo e sal. Para Tereza Miranda, preservar esse legado é também valorizar a cultura mineira. “O Queijo Minas Artesanal é mais que um produto, é a nossa cultura e a nossa história”, destaca a produtora. “Nosso queijo tem uma casquinha amarelinha. Em determinadas épocas do ano, ele dá um mofozinho, que às vezes deixamos para dar um sabor diferente e mais interessante”, conta.
Apesar das raízes históricas, a profissionalização da produção ganhou força em 2018, quando Tereza e o marido decidiram investir no queijo artesanal de forma mais estruturada. O início foi marcado por experimentações e pela conciliação da produção com outras profissões, até que as primeiras premiações começaram a transformar o negócio.
Premiações no Brasil
Em 2019, a Fazenda Saudade conquistou medalha de bronze no Mundial do Queijo do Brasil, em Araxá, e medalha de ouro no Prêmio Queijo Brasil, em Blumenau. Nos anos seguintes, vieram novos reconhecimentos, incluindo medalhas de ouro em 2024 e 2025 com o queijo “Lasquinha”, uma versão menor do tradicional queijo minas artesanal produzido pela fazenda.
A produção atual é totalmente realizada dentro da propriedade, desde a ordenha das vacas até a maturação e venda dos queijos. Eles produzem 20 peças diariamente, comercializadas em Belo Horizonte, Tiradentes, São João del-Rei e cidades da região, além de mercados em expansão como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.
“O nosso principal diferencial é o cuidado com a qualidade, desde a alimentação das vacas até o processo de produção do queijo. A gente preza muito por manter a tradição do queijo minas artesanal, mas sempre buscando inovar e melhorar a qualidade do nosso produto. E o reconhecimento através das premiações mostra que a gente está no caminho certo”, afirma Tereza.
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Com informações do SEBRAE MG



