Com informações da ONU
Segundo ele, as violações do direito internacional por parte dos membros permanentes do Conselho estimulam a impunidade e levam outros países a acreditar que podem agir sem consequências.
Mudanças estruturais
Guterres deixa o cargo neste ano. A visita ao Japão integrou a agenda dos 70 anos da adesão do país à ONU e incluiu encontros com o imperador Naruhito, a primeira-ministra, Sanae Takaichi, e o Ministério das Relações Exteriores.
Foi também a primeira vez que o Conselho de Chefes Executivos do Sistema das Nações Unidas para a Coordenação, CEB, se reuniu em um país asiático.
O próximo secretário-geral, segundo Guterres, deverá investir no multilateralismo
Entre os tópicos discutidos, destaque para a necessidade de mudanças estruturais. Iniciativas como a ONU80 e o Pacto para o Futuro foram consideradas relevantes, mas insuficientes diante da atual conjuntura geopolítica.
Conselho de Segurança
Para Guterres, o Conselho de Segurança tem sido usado como ferramenta de impunidade, com superpotências recorrendo ao poder de veto para proteger seus interesses.
Ao longo de seus dez anos de mandato, o tema da reforma deixou de ser tabu e passou a ser reconhecido até mesmo pelos membros permanentes como uma necessidade.
Guterres ressaltou que a atual composição, com cinco países da Europa, América do Norte e Ásia, não garante legitimidade nem efetividade.
Mensagem ao sucessor
A mensagem do Guterres ao sucessor é continuar lutando, não se calar e reivindicar a reforma do Conselho de Segurança, ampliando a representação africana, latino-americana e asiática, além de aumentar os membros eleitos.
O próximo secretário-geral, segundo Guterres, deverá investir no multilateralismo.
Outras sugestões são responsabilizar países por violações ao direito internacional, incentivar a transição para energias renováveis e intermediar diálogos sobre inteligência artificial entre governos e empresas.
Para o líder da organização global, o trabalho da ONU só é viável com o comprometimento dos Estados-membros.





