Com informações da ONU
A coordenadora humanitária da ONU em Moçambique e chefe do Sistema ONU no país, Catherine Sozi, afirma que o financiamento visa responder às necessidades urgentes das comunidades moçambicanas.
Ondas de violência e fenómenos climáticos
O apoio inclui a distribuição de alimentos, o acesso a fontes de água potável e a abrigo de emergência, bem como o recurso a serviços básicos de saúde e de assistência. Acresce, ainda, a proteção das camadas da população mais vulneráveis, nomeadamente mulheres, crianças e pessoas em risco de violência.
Desde 2017, os combates na província de Cabo Delgado, no norte de Moçambique, forçaram a deslocação de mais de um milhão de pessoas e contribuíram para a insegurança alimentar, a incerteza económica e interrupções dos meios de subsistência entre a população.
Por sua vez, a recente sequência de cheias e ciclones nas províncias do centro e do sul do país provocou a destruição extensiva de habitações, a contaminação de fontes de água potável e a degradação de serviços críticos para as comunidades moçambicanas.
As pessoas afectadas pelas inundações em Moçambique recebem ajuda humanitária.
Salvar vidas e reduzir dor
Catherine Sozi destaca que o financiamento de operações humanitárias em Moçambique é fundamental para “salvar vidas, reduzir o sofrimento, restabelecer o acesso à água potável e ao saneamento, prevenir surtos de doenças e garantir que as famílias consigam satisfazer as suas necessidades básicas”.
Para responder aos desafios humanitários, os fundos geridos pelo Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários, Ocha, irão apoiar intervenções nas diversas regiões atingidas pela violência e desastres climáticos.
Em Cabo Delgado e Nampula, a assistência irá incidir em pelos menos seis distritos. Já o apoio às comunidades impactadas pelas cheias abrangerá os distritos de Chókwè, Guijá, Massingir e Chibuto, na província de Gaza; Buzi, na província de Sofala, e os distritos de Manhiça e Magude, na província de Maputo.
A alocação de quase US$ 100 milhões inclui US$ 14,5 milhões do Fundo Central de Resposta a Emergências da ONU, Cerf, ambos sob gestão do Ocha.
Paralelamente, o financiamento contribuirá para o Plano de Necessidades e Resposta Humanitária de 2026 da ONU, que requer US$ 534 milhões para alcançar 1,7 milhão de pessoas com assistência humanitária em todo o país.
