Liderada pelo casal Dalmo Pereira e Maria Aparecida (Cida), e a irmã Maria do Rosário (Zá), a história da Queijaria Macaúba é um retorno às origens. “O empreendimento tem início em 2014, com o desejo de resgatar o modo de vida tradicional que sempre fez parte da identidade da minha família”, conta Cida.
Ela e o marido compraram a terra, na mesma região onde seus antepassados criavam animais, cultivavam plantas e produziam queijos. Foi nesse território carregado de memória afetiva e cultural que a produção começou, com a produção do leite de somente uma vaca, em 2016. O excedente passou a ser transformado em queijo, como faziam seus pais, avós e bisavós.
“Um bom queijo demanda um ambiente exclusivo para produzi-lo. Assim, fizemos a primeira casinha de queijo, pequena, mas com todo zelo que ele demanda. Aos poucos, nossa produção começou a ser apreciada por amigos e conterrâneos”, relembra Cida. Segundo ela, essa boa impressão despertou a vontade de produzir para o mercado. Em 2019, decidiram profissionalizar a produção e, com o apoio da Emater, obtiveram os registros junto ao IMA e o Selo Arte, em 2021.
Produção sustentável
Preocupados com a sustentabilidade, Cida conta que tudo na fazenda é pensado para dar mais valor e sabor ao queijo e, consequentemente, propiciar o bem-estar de toda a equipe. Além da preservação das reservas florestais e conservação das nascentes e da mata ciliar, a Santa Clara Dourados gera a própria energia (solar fotovoltaica) e se beneficia do Sistema Agroflorestal (SAF) na horta, com o reaproveitamento dos dejetos dos animais utilizados como fertilizante na pastagem e nas hortaliças. A alimentação dos animais também é complementada com o soro produzido pelo queijo, devidamente coletado.
Maturação especial
A maturação dos queijos tem um cuidado especial na queijaria. O leite é extraído das vacas Jersolanda (cruzamento do Holandês com o Jersey) devido à sua qualidade, com maior teor de proteína e gordura. “Nossos queijos são maturados em ambientes com controle de temperatura e umidade, proporcionando diferenciação de sabores, aromas e texturas. Produzimos segundo as técnicas tradicionais do Queijo Minas Artesanal, nas versões Casca Lisa e Casca Florida, além dos queijos autorais como o Raiz de sol (com açafrão) e o Laura (peças grandes de casca firme, macios por dentro e maturados por 30 dias)”, explica.
Reconhecimento
Desde 2023, o Queijo do Cerrado possui Indicação Geográfica (IG) na modalidade Indicação de Procedência (IP). Por meio da Associação dos Produtores de Queijo Minas Artesanal do Cerrado (Aprocer), entidade da qual Cida é atual presidente, o queijo produzido na região, que abrange 19 municípios do Alto Paranaíba e Noroeste Mineiro, vem ampliando espaço no mercado.
Na avaliação da produtora, a tendência para o queijo da região é de crescimento e de reconhecimento. Motivo pelo qual a Queijaria Macaúba participa, pela quarta vez, do Festival do Queijo Artesanal de Minas 2026. “É uma grande oportunidade para o encontro dos queijeiros mineiros com o público consumidor e, também, com parceiros e produtores de todas as regiões do estado”, finaliza.
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Assessoria de Imprensa Sebrae Minas – Regional Noroeste e Alto Paranaíba
Henrique Ulhoa (Stark)
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Com informações do SEBRAE MG



