Rubi atuava como funcionária pública e era proprietária de uma loja de acessórios femininos em Jaíba. Ela não tradição familiar na produção de queijos, A virada aconteceu em 2016, quando se mudou para Porteirinha para acompanhar o marido, Regino Rodrigues, que já possuía experiência na gestão de fazendas de gado de corte. Ao estudar sobre o potencial, o casal enxergou na alta produção de leite da Serra Geral uma oportunidade de agregar valor à produção local por meio dos queijos artesanais.
“Queria algo diferente do que víamos na região. Temos uma bacia leiteira muito rica e enxergamos uma oportunidade de mercado na fabricação de queijos”, relembra Rubi. O desafio, no entanto, exigiu estudo, adaptação e busca constante por qualificação. Em uma região marcada pelo clima seco, semiárido e quente, a produção demanda técnicas específicas e resistência às condições naturais. Ao mesmo tempo, essas características se transformaram em diferencial para os produtos desenvolvidos na Serra Geral.
“Nosso ambiente é de clima seco, semiárido e quente, sem umidade. As pastagens secam mais rapidamente. Mas, justamente por isso, nossos queijos têm sabor único: são mais macios, amanteigados e com menor acidez”, explica.
Atualmente são produzidos uma média de 17 quilos de queijo por dia, mas a meta é chegar a 20. Antes, toda a produção era vendida no comércio local e, hoje, a família tem encomendas de várias partes do Brasil. “Estamos em contato com supermercados e grandes padarias que estavam aguardando o registro para colocar nosso produto nas prateleiras”, diz Rubi.
Expectativa em BH
A força da região começa agora a ganhar reconhecimento dentro do cenário estadual. A visibilidade ganha força com mais uma participação no Festival do Queijo Artesanal de Minas, no Expominas. Atualmente, apenas a Queijaria Rubi e a Queijaria do Joel possuem certificação comercializar o produto e ampliar mercados e participar do espaço da região. Para a produtora, o evento representa uma vitrine importante para mostrar a qualidade dos queijos produzidos na Serra Geral e abrir caminhos para outros produtores da região.
“A participação no Festival do Queijo Artesanal de Minas será fundamental para a visibilidade da região. Espero que outros produtores consigam a regulamentação e levem nosso território para outras fronteiras. Percebemos que nossa produção tem muita qualidade e grande potencial para crescer”, afirma.
Serra Geral
Uma das dezenas de regiões produtoras de queijo em Minas Gerais, a Serra Geral era tradicionalmente conhecida pela fabricação de queijos cozidos de massa filada, como palitos e tranças. Hoje, com destaque para o Queijo Artesanal de Minas, a região é composta por 17 municípios do Norte de Minas: Catuti, Espinosa, Gameleiras, Janaúba, Jaíba, Mamonas, Matias Cardoso, Mato Verde, Monte Azul, Montezuma, Nova Porteirinha, Pai Pedro, Porteirinha, Riacho dos Machados, Santo Antônio do Retiro, Serranópolis de Minas e Verdelândia.
–
Assessoria de Imprensa Sebrae Minas
(31) 3379-9276 / 9278 / 9139
(31) 9.9887-2010 (WhatsApp)
source
Com informações do SEBRAE MG



