Pesquisadores, técnicos, gestores públicos e representantes da sociedade civil participaram na quinta-feira, 07/05, de uma reunião técnica sobre políticas públicas de plantas medicinais, aromáticas e fitoterápicos, realizada na APTA Regional de Piracicaba. O encontro apresentou experiências desenvolvidas na região, debateu possibilidades de ampliação do cultivo e discutiu formas de integrar o tema às ações da agricultura familiar.

A imagem mostra uma reunião ou palestra realizada em um espaço rústico, aberto, com piso de tijolos e estrutura de madeira no teto. Cerca de vinte pessoas, em sua maioria mulheres, estão sentadas em cadeiras de escritório pretas, organizadas em fileiras, prestando atenção a uma mulher que está em pé e falando para o grupo. Ela veste uma blusa laranja com estampa. Ao lado dela, há uma mesa coberta com uma toalha branca rendada, sobre a qual estão um laptop, alguns objetos e folhagens. Do lado direito da imagem, há uma faixa vertical vermelha e branca com o texto "apta Regional". Ao fundo, grandes janelas de vidro permitem a entrada de luz natural e mostram uma paisagem externa verde, provavelmente um campo agrícola. O ambiente parece ser uma mistura de profissional e informal, típico de um workshop ou treinamento relacionado à agricultura ou extensão rural. A iluminação é natural e o clima geral é de concentração e aprendizado.
Reunião técnica em Piracicaba discutiu políticas e práticas com plantas medicinais

A atividade foi direcionada principalmente a profissionais da área e produtores interessados em ampliar o cultivo e agregar valor à produção. A programação incluiu orientações sobre cultivo, colheita e secagem, além de uma roda de conversa com experiências locais. Também foram debatidas formas de organização em grupo e o potencial das plantas medicinais como alternativa viável para a agricultura familiar, com baixo custo e diversificação da produção.

“Foi um encontro importante para compartilhar conhecimento e aproximar pessoas interessadas no tema, reunindo participantes que já possuem alguma experiência com plantas medicinais e aromáticas e também quem está buscando mais informações sobre o cultivo e o uso dessas culturas. A troca de experiências e as orientações técnicas ajudaram a ampliar esse debate e apresentar novas possibilidades dentro da agricultura”, destacou Mauricio Perissinotto, secretário de Agricultura, Abastecimento e Meio Ambiente de Piracicaba, que participou do encontro.

A realização foi da Prefeitura de Piracicaba, por meio da Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Meio Ambiente, em parceria com o Programa Estadual de Plantas Aromáticas, Medicinais e Fitoterápicos (Pepamf), APTA, CATI e a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. O curso também contou com a presença de servidores e da secretária de Educação, Juliana Vicentin, e servidores da Secretaria de Saúde.

RODA DAS PLANTAS – A engenheira agrônoma Sandra Maria Pereira da Silva, que é pesquisadora científica na Apta Regional de Pindamonhangaba, destacou os principais pontos. “A reunião objetivou reunir vários atores que têm desenvolvido atividades com plantas medicinais, aromáticas e fitoterápicos em Piracicaba e região. Além de conhecer sobre as atividades que realizam, também informamos sobre as políticas públicas envolvidas e repassamos informações técnicas sobre a importância da identificação botânica das plantas medicinais”, disse.

Sandra e Iracelis ministraram a Roda de Plantas Medicinais

Sandra é coordenadora do projeto de pesquisa Políticas Públicas de Plantas Medicinais, Aromáticas e Fitoterápicos no Estado de São Paulo, e coordenou parte do curso com Iracelis Fátima de Moraes, que também é pesquisadora do projeto e terapeuta sistêmica.

Elas apresentaram a metodologia das Rodas de Plantas Medicinais (REP), que está embasada na construção participativa de saberes e na troca dos conhecimentos populares e científicos, em relação à identificação botânica e uso tradicional das plantas medicinais. “As Rodas se constituem num instrumento metodológico eficaz, pois prima pelo fortalecimento do vínculo entre profissionais e a comunidade. É economicamente viável, ou seja, de baixo investimento para a gestão pública e contribui com a formação de redes de discussão e apoio à elaboração de programas de políticas de plantas medicinais, aromáticas e fitoterápicos no âmbito municipais”, explicou Iracelis.

As pesquisadoras mostraram 22 espécies de plantas medicinais e aromáticas, entre elas alecrim, babosa, calêndula, cavalinha, cidreira brasileira, carqueja, erva baleeira, melissa e guaco, que compõem as listas de plantas medicinais do Ministério da Saúde, dentro das diretrizes da Política e do Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos.

“Os participantes do encontro se envolveram nas discussões e partilharam suas experiências e realidades específicas dos territórios contribuindo com a construção de um novo saber e, retornam a seus locais de trabalho e atuação renovados com possibilidades apresentadas na Roda”, acrescentou Iracelis.

“O curso foi ótimo, me apoiou como produtora rural, pois estou começando minha coleção de plantas medicinais. Me trouxe dicas de cultivo, colheita e processamento das plantas. Além disso, como ministro oficinas para idosos pelo Projeto Com Vivência, da Secretaria de Assistência Social, junto ao Fundo Municipal dos Idosos, Afascom e Cesac, passarei a fazer a Roda de Estudo de Plantas com os idosos e também plantaremos as plantas estudadas nos centros comunitários onde ocorrem as oficinas, possibilitando a utilização das plantas pelos idosos com segurança e referências bibliográficas”, contou Luana Henrique Nunes, engenheira agrônoma, que participou da reunião.

Luana Henrique Nunes, engenheira agrônoma, garantiu que o curso apresentou diversas dicas de cultivo, colheita e processamento

O projeto Políticas Públicas de Plantas Medicinais, Aromáticas e Fitoterápicos no Estado de São Paulo tem apoio da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) e busca ainda qualificar a Agricultura Familiar como fornecedor de matéria prima de qualidade. Mais informações em: https://www.pepamf.com.br/ e @pepamf.

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Com informações da Prefeitura de Piracicaba

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