A Frente Parlamentar Ambientalista da Assembleia Legislativa do Estado de So Paulo promoveu, nesta quinta-feira (25), uma reunio para lanar o Relatrio da Expedio Tiet 2025 em parceria com a Fundao SOS Mata Atlntica – instituio que monitora a qualidade da gua e busca o fortalecimento das leis que protegem nossos rios.
Realizada em junho do ano passado, a expedio reuniu pesquisadores que percorreram da nascente foz do Rio Tiet. Os especialistas coletaram e analisaram a presena de microplsticos, carbono, agrotxicos, frmacos e agentes microbiolgicos, parasitolgicos e fsico-qumicos nas guas.
A pesquisa originou um diagnstico integrado das presses sobre a qualidade da gua. O documento contm dados sobre anlises microbiolgicas, parasitolgicas, fsico-qumicas, biogeoqumicas e de contaminantes emergentes. O relatrio permite observar como diferentes presses ambientais se combinam em uma grande bacia hidrogrfica.
Destaques do relatrio
Uma das principais concluses foi a descoberta da presena de 25 agrotxicos diferentes desde a nascente at a foz do Rio Tiet. Alm disso, o relatrio aponta que a rea mais urbanizada do estado, a Capital paulista (Alto Tiet), a regio com maior rea florestal. Enquanto que a menor a do interior (Baixo Tiet), local onde ocorre maior incidncia da agropecuria. O estudo detectou que o lanamento de esgoto um dos principais fatores de presso no Alto Tiet. J no Baixo Tiet a agricultura intensiva.
Ainda foi destacado que os municpios do interior paulista mantm relao mais prxima com o Tiet, ao contrrio da populao da capital.
Outro dado ressaltado a diferena de qualidade das guas entre a superfcie e o fundo do rio. A primeira esconde a gravidade da verdadeira contaminao, enquanto no segundo onde os poluentes esto depositados.
Guarulhos foi considerado um dos municpios com maior taxa de poluio do Rio Tiet. J a qualidade da gua de Salespolis foi considerada extremamente boa, devido presena da forte proteo da vegetao nativa.
A Expedio Tiet 2025 foi desenvolvida em parceria com pesquisadores da Universidade Federal de So Paulo (Unifesp), Universidade Federal do ABC (UFABC), Centro de Energia Nuclear na Agricultura da USP (CENA/USP) e Universidade Municipal de So Caetano do Sul (USCS), com participao de especialistas do Instituto do Mar da Unifesp, da Unifesp Baixada Santista, do Laboratrio de Ecotoxicologia do CENA/USP e do Projeto ndice de Poluentes Hdricos da USCS.
Rio vida
Segundo a coordenadora da Frente, a deputada Marina Helou (PSB), importante conciliar o ativismo ambiental com a poltica, ressaltando a importncia da pesquisa para a conscincia sobre a importncia dos rios para manuteno da vida. “Nossa sociedade objetificou nossas guas, a partir da poluio, do assoreamento, da retirada da mata ciliar e do lanamento do esgoto sem tratamento”, complementou.
“Precisamos correlacionar a segurana hdrica com a garantia de gua para a populao. Tambm devemos mostrar os impactos de um rio poludo na sade das pessoas e na agricultura. Cuidar do rio importante, porque ele reflete nossa condio de vida”, destacou a parlamentar.
Para Cesar Pegoraro, educador socioambiental da SOS Mata Atlntica, os rios devem ser considerados como “sujeitos de direitos” para que sejam amplamente protegidos. Nesse contexto, ele lembrou de leis – como o Plano Nacional de Resduos Hdricos e o Marco Legal do Saneamento Bsico – alm da Agenda 2030 da ONU, que traz objetivos de desenvolvimento especficos para a proteo da gua. “No faltam leis, falta engajamento”, reforou.
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Com informações da Assembleia Legislativa de São Paulo





