Ao mesmo tempo em que a percepção sobre sustentabilidade avança, a pesquisa revela que o conhecimento sobre o termo ESG – Environmental, Social e Governance – em português, meio ambiente, social e governança corporativa, ainda é limitado entre os pequenos negócios. Segundo os dados, mais da metade dos entrevistados afirma nunca ter ouvido falar do termo, enquanto 25% já ouviram falar, mas não sabem exatamente do que se trata. Apenas 24% dizem conhecer o conceito e seu significado.
Para o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae Minas, Marcelo de Souza e Silva, os pequenos negócios já perceberam que sustentabilidade e responsabilidade social estão diretamente ligadas à competitividade do negócio.
“A adoção de boas práticas que equilibram crescimento financeiro, responsabilidade social, ambiental e a ética administrativa é uma necessidade para empresas que desejam crescer de forma sustentável. Os empreendedores reconhecem cada vez mais que essas práticas geram valor para o negócio, ajudam a reduzir custos e fortalecem a imagem da empresa perante o mercado”, afirma.
A pesquisa também aponta que as práticas ESG ainda apresentam baixo nível de estruturação entre os pequenos negócios. A maior parcela (33%) afirma adotar ações pontuais, sem planejamento formal, enquanto 32% dizem que ainda não adotam práticas sustentáveis ou ESG. Outros 20% têm ações recorrentes, mas sem acompanhamento de resultados.
Apenas 10% das empresas contam com práticas planejadas e monitoramento de custos, ganhos ou resultados, e pouco menos de 4% possuem ações estruturadas e fazem comunicação dessas iniciativas.
Apesar disso, os benefícios percebidos pelos empresários são evidentes. Entre as principais vantagens apontadas estão a melhoria da imagem perante clientes e comunidade (57%), a redução de custos operacionais, como economia de energia, água e materiais (53%), e a sustentabilidade do negócio no longo prazo (46%).
“Percebemos uma consciência cada vez maior dos pequenos negócios sobre a importância das práticas sustentáveis, mas ainda existe o desafio de estruturar essas iniciativas. Mais do que ações isoladas, é fundamental transformar esse movimento em práticas planejadas, com acompanhamento de resultados, capazes de fortalecer a reputação das empresas, aumentar sua competitividade e garantir a sustentabilidade do negócio no longo prazo”, destaca Silva.
Para os próximos anos, a pesquisa revela uma perspectiva positiva. Entre as prioridades dos pequenos negócios em relação ao ESG, destaca-se a intenção de reduzir impactos ambientais, por meio de ações como economia de energia, uso consciente da água e reciclagem, apontada por 59% dos entrevistados; seguido por iniciativas voltadas à gestão e transparência das empresas (42%) e à promoção de ações sociais (31%).
A pesquisa “ESG nos Pequenos Negócios 2026” foi realizada em maio de 2026, com 283 donos de pequenos negócios de todo o estado.
Dimensão Ambiental, Social e de Governança
Na dimensão ambiental, ações ligadas à redução de consumo e desperdício já aparecem consolidadas em parte significativa dos pequenos negócios. A economia de energia elétrica é adotada por quase 83% empresas pesquisadas, enquanto a redução de descartáveis e geração de resíduos é praticada por mais de 80%. A reciclagem e o reaproveitamento de materiais também já integram a rotina cerca de 70% dos empreendedores.
No aspecto social, as práticas de diversidade e inclusão aparecem presentes no cotidiano empresarial: quase 46% afirmam adotá-las de forma habitual e cerca de 27% de maneira pontual. O respeito e o tratamento igualitário entre as pessoas lideram entre as iniciativas mais adotadas, sendo mencionados por praticamente 59% dos entrevistados. Em seguida, aparecem práticas ligadas à diversidade em contratações ou atendimento (19,8%) e à igualdade de salários e oportunidades de crescimento profissional (19,5%).
Já na dimensão de governança, a pesquisa aponta avanços, mas também desafios importantes. Quase metade das dos pequenos negócios (48%) afirma que não possui canais para receber críticas, elogios ou sugestões. Quando perguntados sobre ética e transparência, a maioria disse que possui orientações informais sobre o tema (47,8%), enquanto 28% afirmaram ter regras e orientações definidas. Além disso, 62,8% dos empreendedores afirmam trabalhar com objetivos ou planejamento informal, sem acompanhamento estruturado.

Sebrae Play
Para ajudar os empreendedores de pequenos negócios na jornada ESG, o Sebrae Minas reuniu em sua plataforma Sebrae Play diversos conteúdos exclusivos e gratuitos sobre como aplicar as práticas ESG na empresa. Acesse o link para saber mais.
O Sebrae Play é uma plataforma que disponibiliza cursos e conteúdo sobre empreendedorismo, estratégia e gestão, finanças, franquias, inovação e tecnologia, leis e impostos, liderança e pessoas, marketing digital, startups e vendas. A ferramenta, que pode ser acessada de qualquer dispositivo eletrônico, foi criada em 2022 e já disponibilizou diversos conteúdos para os usuários que querem abrir ou expandir um negócio.
Inteligência Sebrae
O Inteligência Sebrae é um observatório de dados, estudos e pesquisas sobre pequenos negócios. Reúne diversos conteúdos socioeconômicos, setoriais e territoriais, que podem ampliar os conhecimentos e embasar a tomada de decisões. É destinado a gestores públicos, lideranças locais, entidades empresariais e todos que necessitam de informações relevantes referentes a desenvolvimento econômico e social dos territórios e dinâmica dos pequenos negócios. O site reúne conhecimentos em nível nacional, estadual, regional e municipal, sendo possível comparar, analisar e entender melhor o território.
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Com informações do SEBRAE MG




