Os números também chamam atenção para a forma como o infarto se manifesta no público feminino. Diferentemente do quadro clássico de dor intensa no peito, mulheres podem apresentar sintomas como cansaço intenso, falta de ar, náuseas, desconforto abdominal e sensação de mal-estar. Esses sinais podem ser confundidos com outras condições, o que pode atrasar a busca por atendimento e o diagnóstico.
De acordo com o coordenador nacional de cardiologia da Rede Total Care, Felipe Malafaia, essa diferença na apresentação clínica pode impactar diretamente no tempo de resposta ao tratamento. “Muitas pacientes não apresentam o padrão clássico de dor torácica, e isso pode levar a uma demora na procura por atendimento médico ou a uma interpretação inicial voltada para outras causas. No infarto, o tempo entre o início dos sintomas e o tratamento influencia diretamente no risco de complicações”, afirma.
Além da manifestação clínica, fatores como obesidade, hipertensão, diabetes, tabagismo, sedentarismo, histórico familiar e estresse também estão entre os principais elementos associados ao aumento do risco cardiovascular em mulheres antes da menopausa.
Segundo Felipe Malafaia, a prevenção cardiovascular deve começar antes do aparecimento dos sintomas. “O acompanhamento clínico, o controle da pressão arterial, o monitoramento metabólico e a adoção de hábitos de vida saudáveis são medidas que contribuem para reduzir o risco e ampliar a identificação precoce de alterações cardiovasculares”, conclui.
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