A programação inclui ações como aferição de pressão arterial, teste de glicemia, e principalmente, orientações sobre doação de órgãos e tecidos. Também estão programadas atividades de lazer, plantio de árvores, música, homenagens, além de depoimentos de quem passou por um transplante.
A realização é do Instituto Peixe Vivo em uma parceria com a Secretaria de Saúde, por meio da Seção de Captação e Transporte de Órgãos e Tecidos (Secapt).
Segundo a chefe da Secapt, Danielle Caliani, o principal objetivo é sensibilizar a população sobre a doação e assim salvar vidas. “Qualquer pessoa pode participar. Queremos reunir transplantados, familiares e todas as pessoas de maneira geral, para que façam parte desta causa tão importante”. De acordo com a Seção, entre junho do ano passado e maio deste ano, oito pessoas passaram por transplantes em Santos: seis receberam um novo fígado, e outras duas, um coração.
Para a presidente do Instituto Deixe Vivo, Giovana Fiori, “o evento é uma linda forma de mostrar o quanto a vida importa e quantas histórias, famílias e pessoas são transformadas quando a doação de órgãos acontece”.
CAPTAÇÃO
A Secapt é a única estrutura municipal do Brasil dedicada à captação de órgãos. Em 2025, realizou 16 captações de córneas, totalizando 32 córneas captadas, além de quatro rins e um fígado. Em 2026, já foram captadas 22.
Os resultados refletem a capacidade operacional e a articulação da equipe com a rede de saúde. Em Santos, a taxa de autorização familiar para doação é de aproximadamente 70%, superior à média nacional, que gira em torno de 45%.
Em setembro de 2025, Santos recebeu do Governo do Estado o reconhecimento de “Cidade Amiga dos Transplantes”. Criada em 2009, a Secapt atua como referência técnica em hospitais e unidades de pronto atendimento, promovendo a sensibilização de famílias e a capacitação de profissionais da saúde.
DADOS
O Brasil é o segundo país do mundo em número de transplantes de órgãos, atrás apenas dos Estados Unidos. Segundo o Ministério da Saúde, em 2025, foram realizados 30.986, o maior número registrado nos últimos 11 anos. A maioria foi de córnea (17.790), seguida por rim (6.698) e fígado (2.573).
Em 2026, o país já realizou mais de 1.100. A decisão de uma família pela doação de órgãos pode salvar até oito vidas. Neste ano, São Paulo lidera o ranking nacional, com 327 procedimentos realizados.
Atualmente, 84.298 pessoas aguardam por um transplante no Brasil, principalmente de rim, seguido por fígado e coração. As famílias dos doadores têm papel fundamental na redução dessa fila, mas cerca de 45% ainda recusam a autorização para a doação.
DIA MUNDIAL DO PACIENTE TRANSPLANTADO
Celebrado em 6 de junho, o Dia Mundial do Paciente Transplantado busca conscientizar a população sobre a importância da doação de órgãos e valorizar a nova oportunidade de vida proporcionada pelos transplantes.
A data reforça a solidariedade e destaca o impacto da doação na vida de milhares de pessoas que aguardam por um órgão. A doação pode ser realizada por doadores vivos, em casos específicos, ou por doadores falecidos. No Brasil, a maior parte dos transplantes é financiada pelo Sistema Único de Saúde (SUS), referência mundial na área.
Esta iniciativa contempla o item 3 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU: Saúde e Bem-Estar. Conheça os outros artigos dos ODS
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Com informações da Prefeitura de Santos




