Entre as principais transformações mapeadas pelo estudo, destaca-se a mudança de valores na decisão de compra. Segundo o Panorama, 68% dos consumidores passaram a priorizar marcas com propósito, enquanto o modelo omnichannel, que integra canais físicos e digitais, projeta expansão de 30%. A moda circular registra crescimento próximo de 40%, refletindo uma consumidora mais consciente e menos disposta a renovar o guarda-roupa a cada temporada. A Geração Z, nascida entre 1997 e 2010, já representa 15% do consumo global de moda e lidera essa virada de comportamento.
Diante desse cenário, Camila Fonseca, consultora de moda da Anellimn, avalia que as marcas precisam responder a essas novas exigências com peças de maior versatilidade e durabilidade. “A consumidora atual quer itens que resolvam diferentes ocasiões sem abrir mão do estilo. Um macacão feminino longo, por exemplo, transita do trabalho ao jantar e se adapta a diferentes estações com a escolha certa de tecido e acessórios”, observa.
A consultora acrescenta que composições com peças clássicas têm ganhado força entre consumidoras que buscam custo-benefício sem abrir mão da elegância. “Investir em itens atemporais, como uma boa bota feminina chelsea, é uma das formas de montar um guarda-roupa versátil e alinhado às tendências sem precisar renovar tudo a cada temporada”, afirma Camila Fonseca.
O Panorama do Sebrae/PR indica ainda que mais de 60% das empresas do setor estão em fase inicial ou estabelecida, o que exige profissionalização constante para competir em um mercado cada vez mais orientado a valor, propósito e experiência de compra.
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