O projeto de modernização, iniciado em 2025, baseia-se nos critérios da Healthcare Information and Management Systems Society (HIMSS), o principal padrão global de excelência para hospitais digitais. Na prática assistencial, a tecnologia atua por meio da integração de prontuários eletrônicos, protocolos clínicos digitalizados e sistemas de apoio à decisão clínica.
De acordo com o diretor corporativo de Transformação Digital da Agir, Kelvin Cantarelli, a conformidade com as exigências da HIMSS representa uma reestruturação metodológica no ambiente hospitalar. “Trata-se de elevar o padrão assistencial com foco em segurança, qualidade e experiência do paciente. As unidades de saúde passam a operar sob protocolos assistenciais e fluxos digitais integrados, que garantem consistência no cuidado e fortalecem a governança clínica e corporativa”, explica o diretor corporativo.
Checagem à beira-leito e mitigação de riscos na assistência
A checagem à beira-leito é um dos pontos onde a transformação digital deixa de ser conceito e se torna segurança ao paciente. De acordo com Kelvin Cantarelli, esse é o momento em que a promessa do prontuário eletrônico se converte em ato clínico. “Um profissional confere, com leitor de código de barras, se aquele medicamento ou hemocomponente corresponde exatamente àquele paciente, na dose e no horário certos. É justamente essa etapa que o modelo da HIMSS trata como divisor de águas na jornada de maturidade digital de um hospital”, enfatiza.
Do ponto de vista operacional, a sistematização dos fluxos é refletida na rotina das equipes multidisciplinares. “O impacto direto dessa maturidade digital aos usuários do SUS é a maior segurança assistencial, com redução de erros de medicação e eventos adversos, atendimento mais ágil e coordenado e uma experiência mais fluida, desde a entrada do paciente até o acompanhamento do cuidado”, ressalta o diretor corporativo.
Para a equipe técnica e de enfermagem dos hospitais, há redução da carga de trabalho burocrático e o retrabalho manual. A diminuição da sobrecarga cognitiva, viabilizada pelo suporte à decisão clínica em tempo real, permite que os profissionais dediquem maior tempo ao cuidado direto e humanizado à beira-leito.
Conforme Kelvin Cantarelli, investir em checagem à beira-leito é uma decisão estratégica antes de ser uma decisão de Tecnologia da Informação (TI). “Ela une governança clínica, engajamento da equipe assistencial e de tecnologia em um único gesto e é esse gesto, simples, repetido milhares de vezes por dia em qualquer hospital, que efetivamente protege o paciente e dá sentido a todo o resto da transformação digital”.
Infraestrutura tecnológica e conformidade legal
De acordo com o gestor, a consolidação do modelo de hospital digital requer investimentos estruturais em redes de alta velocidade, dispositivos móveis dedicados e arquitetura de segurança da informação. Cantarelli ainda reforça que todo o tráfego de dados clínicos e pessoais nas unidades geridas pela Agir segue estritamente as diretrizes da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), assegurando a confidencialidade e a rastreabilidade dos prontuários.
Com o cronograma de evolução tecnológica em andamento, as iniciativas buscam consolidar indicadores que posicionem o sistema utilizado pela Agir como referência em inovação tecnológica aplicada ao Sistema Único de Saúde (SUS). “Estamos construindo um legado onde a tecnologia protege as pessoas. É o modelo de gestão da Agir usando a inovação para oferecer um SUS cada vez mais seguro, moderno e, acima de tudo, humano”, conclui o diretor corporativo de Transformação Digital da Agir.
Gestão Agir
A Agir atua na gestão de soluções em saúde desde 2002, com foco em eficiência, segurança e humanização no gerenciamento de unidades de saúde públicas de média e alta complexidade. Com presença nos estados do Amazonas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Espírito Santo, a instituição é reconhecida por sua gestão inovadora, com certificações como ONA e Qmentum Internacional, além do selo Great Place To Work®. A Agir também possui expertise no tratamento do Transtorno do Espectro Autista (TEA), sendo responsável pela gestão da Rede Teia, estrutura especializada no tratamento multidisciplinar de crianças e adolescentes com TEA.
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