Com informações da ONU
A Organização Mundial da Saúde, OMS, lançou um novo guia técnico para ajudar governos e comunidades a implementar medidas capazes de reduzir a mortalidade associada ao afogamento.
A maioria dos afogamentos é evitável
Segundo a agência, mais de 90% das mortes por afogamento ocorrem em rios, lagos, poços, reservatórios domésticos de água e piscinas, sobretudo em países de rendimentos baixos e médios. As crianças e os adolescentes das zonas rurais são os mais afetados.
O diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, afirma que cada afogamento constitui uma tragédia e adverte que a grande maioria dos casos é evitável.
Este ano, o tema é “Unir para inverter a maré”, reflete a necessidade de uma ação coordenada entre governos, setores e comunidades para prevenir afogamentos e salvar vidas.
As sete estratégias traduzem a visão da primeira Estratégia Global para a Prevenção do Afogamento, lançada em 2025, em orientações sustentadas por evidência.
Entre as medidas sugeridas, destacam-se a promoção de infraestruturas seguras, a formação de profissionais de socorro, a promoção da natação e a criação de sistemas de proteção de crianças, bem como a preparação para cheias e outras emergências semelhantes.
Ensinar crianças em idade escolar habilidades básicas de natação está entre recomendações da OMS para evitar afogamento
Alterações climáticas aumentam o risco de afogamento
Nos últimos anos, as alterações climáticas têm vindo a aumentar os riscos de afogamento. À medida que os fenómenos extremos, como as ondas de calor, ocorrem com maior frequência, verifica-se um aumento do risco de afogamento.
No Reino Unido, a subida de 1°C na temperatura está associada a um aumento de 7,2% no número de afogamentos. O risco é também quase cinco vezes superior em dias em que as temperaturas ultrapassam os 25°C, em comparação com dias abaixo dos 10 °C, segundo estudos recentes.
O Dia Mundial da Prevenção do Afogamento foi proclamado na Assembleia Geral da ONU em 2021.
