A atividade integrou a programação do Mês da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha (https://www.santos.sp.gov.br/?q=hotsite/mes-da-mulher-negra), celebrado em julho em Santos.
De origem africana, a trança nagô, também conhecida como trança raiz, é feita rente ao couro cabeludo e carrega séculos de história, resistência e expressão cultural. Além da beleza e da versatilidade, representa um importante símbolo de pertencimento e valorização da identidade negra.
Responsável pela oficina, a trancista Lidiane Borges, a Lika Borges, compartilhou conhecimentos sobre a técnica e destacou o potencial da atividade como instrumento de autonomia financeira e fortalecimento da autoestima.
“É uma profissão que cria uma rede de apoio entre mulheres negras. Neste mês tão significativo, falar sobre a nossa cultura também faz parte do aprendizado”, afirmou.
OBJETIVOS
As alunas aprenderam, na prática, os primeiros passos da técnica com Lika e sua filha, Letícia, que herdou o ofício na adolescência. Mais do que uma profissão transmitida de mãe para filha, as tranças se tornaram um símbolo de recomeço, fortalecendo a união entre as duas e ajudando a transformar uma história marcada pela violência doméstica em superação.
Esta iniciativa contempla os itens 4 e 5 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU: Educação de Qualidade e Igualdade de Gênero. Conheça os outros artigos dos ODS
Fotos: Henrique Teixeira
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Com informações da Prefeitura de Santos
