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No Dia Mundial da Hepatite, neste 28 de julho, a Organização Mundial da Saúde, OMS, alerta para a urgência de ampliar o acesso à prevenção, à testagem, ao tratamento e assistência assim como eliminar as barreiras que milhões enfrentam para acessar esses serviços. A data serve para conscientizar sobre a hepatite viral, uma inflamação do fígado que causa doenças hepáticas graves e câncer de fígado.

Segundo a OMS, 287 milhões de pessoas viviam com hepatite B ou C crônica em 2025. Apenas 45% dos bebês receberam a vacina contra a hepatite B nas primeiras 24 horas de vida em 2024, ano em que 1,3 milhão de pessoas morreram de hepatite B e C crônica.

Superando as barreiras

O tema do Dia Mundial deste ano, “Hepatite: vamos acabar com ela ”, numa tradução livre, é um chamado para remover os obstáculos que estão entre as pessoas e os serviços que podem salvar vidas. A hepatite viral continua sendo uma das principais causas de doenças e mortes evitáveis em todo o mundo.

Notícias da ONU/Daniel Dickinson
Vacinas eficazes, diagnósticos precisos, tratamentos curativos para a hepatite C e terapias para toda a vida para a hepatite B podem prevenir infecções

A OMS explica que as ferramentas necessárias para eliminar a hepatite viral já existem. Vacinas eficazes, diagnósticos precisos, tratamentos curativos para a hepatite C e terapias para toda a vida para a hepatite B podem prevenir infecções, salvar vidas e reduzir o câncer de fígado e a cirrose.

Apesar disso, milhões de pessoas permanecem sem diagnóstico, sem tratamento ou impossibilitadas de acessar os cuidados devido ao estigma, à conscientização limitada, às falhas no sistema de saúde e às desigualdades persistentes.

As principais mensagens da OMS

A primeira delas tem a ver com “aproveitar a ciência e as políticas existentes”. 

A OMS lembra que vacinas eficazes, diagnósticos precisos e tratamentos, por exemplo, já estão disponíveis e comprovados. Essas ferramentas podem prevenir infecções, interromper a transmissão e salvar milhões de vidas ao reduzir as doenças hepáticas e o câncer de fígado. 

A prioridade agora é garantir que essas intervenções sejam ampliadas e entregues de forma equitativa a todos que precisam, o que exige maior compromisso político, investimento e prestação de contas.

© OMS/Opas
Uma mãe com seu bebê visita um centro de saúde em Santa Lúcia, 2024.

Além disso, é preciso “colocar as pessoas e as comunidades no centro da eliminação da hepatite”. Ou seja, o progresso duradouro depende da liderança e da participação das pessoas afetadas pela doença. Quando as comunidades ajudam a formular políticas, programas e serviços, a resposta se torna mais eficaz, responsável e alinhada às necessidades da população.

Garantir acesso equitativo aos serviços para todos

A OMS ressalta que todos devem ter a oportunidade de se beneficiar dos serviços de prevenção, testagem, tratamento e cuidados recomendados. E que expandir o acesso para populações vulneráveis e subatendidas, por meio de uma prestação de serviços integrada e centrada nas pessoas, é essencial para reduzir as desigualdades.

Outra orientação é “integrar os serviços de hepatite à cobertura universal de saúde”. A OMS recomenda que os serviços relativos à hepatite estejam incorporados à atenção primária e aos sistemas de cobertura universal para que a prevenção, o diagnóstico, o tratamento e os cuidados estejam disponíveis ao longo de toda a vida. Uma abordagem multissetorial e baseada nos direitos humanos é fundamental para enfrentar as barreiras de acesso.

A OMS destaca que temos a oportunidade de mudar a trajetória da hepatite viral. Ao investir em pesquisa, desenvolvimento e inovação para prevenção, detecção e tratamento, os países podem melhorar os resultados de saúde para milhões de pessoas.

*Com informações da OMS.

 

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Com informações da ONU

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