As conclusões constam do Relatório de Progresso dos ODS 2026, divulgado na terça-feira, que descreve os objetivos como “um plano comum para a paz”, reconhecendo, ao mesmo tempo, os desafios políticos e financeiros associados à sua implementação.
Apelo à ação coletiva
O relatório anual coincide com a realização, em Nova Iorque, do Fórum Político de Alto Nível sobre Desenvolvimento Sustentável, a principal plataforma da ONU para acompanhar o progresso dos ODS, que decorrerá até 15 de julho.
O relatório assinala progressos significativos alcançados pela humanidade desde 2015, destacando a expansão do acesso a água potável segura, saneamento e eletricidade, a redução expressiva das infeções por HIV e o alargamento da cobertura de proteção social a mais de metade da população mundial.
No entanto, o progresso global continua demasiado lento. Atualmente, estima-se que uma em cada 10 pessoas vive em pobreza extrema, que a insegurança alimentar afeta 2,3 bilhões de pessoas e que a mortalidade materna mantém-se quase três vezes acima da meta global.
Dos 139 indicadores dos ODS com dados disponíveis, apenas 36% estão no bom caminho ou registam progressos moderados. Em contrapartida, 49% avançam demasiado lentamente e 15% regrediram para níveis inferiores aos de 2015.
A Biblioteca Bunko Mezhú, dirigida por Gladys Huerta, é um dos locais oficiais do Clube de Leitura dos ODS, Capítulo México
Crises afetam os mais vulneráveis
Segundo o relatório, o agravamento dos conflitos, as alterações climáticas, o abrandamento do crescimento económico, o aumento da dívida e uma queda recorde na ajuda pública ao desenvolvimento têm travado o progresso e afetado desproporcionalmente as populações mais vulneráveis.
Na sede da ONU, a vice-secretária-geral, Amina Mohammed, apelou a reformas que permitam aos bancos internacionais de desenvolvimento conceder alívio da dívida e financiamento de longo prazo para iniciativas que promovam os ODS.
Por sua vez, o subsecretário-geral para Assuntos Econômicos e Sociais da ONU, Li Junhua, afirmou que ações decisivas podem manter os objetivos ao alcance. Ele ressaltou áreas como o alívio da dívida, o financiamento do desenvolvimento, os sistemas alimentares e hídricos e os serviços essenciais.
Os 17 ODS foram adotados por todos os 193 Estados-membros das Nações Unidas em 2015, como um apelo urgente à ação para a promoção da paz e a prosperidade, ao abrigo da Agenda 2030, alicerçada em cinco princípios: pessoas, planeta, paz, prosperidade e parcerias.
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Com informações da ONU




