A Secretaria de Saúde Pública (Sesap) de Praia Grande realizou uma ação de saúde ocular para os povos indígenas da Aldeia Tekoá Mirim, localizada no Bairro Serra do Mar. A ação ocorreu em parceria com o Ministério da Saúde e o Grupo de Vigilância Epidemiológica (GVE) do Estado de São Paulo na última semana.
Seu objetivo principal foi ampliar o acesso às ações de prevenção, identificação precoce, tratamento e monitoramento dos casos de tracoma, uma doença inflamatória ocular, uma conjuntivite, causada pela bactéria?Chlamydia trachomatis. A atividade incluiu capacitação das equipes e contou com a participação dos técnicos da Vigilância Epidemiológica e da Atenção Primária praia-grandense.
Foram efetuadas avaliações clínicas e de acuidade visual da população indígena, além de busca ativa de suspeitos, bem como orientações sobre higiene facial, saneamento e prevenção. Também ocorreu a capacitação prática dos profissionais e agentes indígenas de saúde para a continuidade das ações.
“Este treinamento tem como objetivo qualificar nossas equipes para a identificação precoce, manejo e encaminhamento correto de demandas visuais na Atenção Primária, fortalecendo a linha de cuidado da nossa região”, destacou a enfermeira Christiane Ferreira, responsável pela Vigilância Epidemiológica de Praia Grande.
Sobre a doença – O tracoma é a principal causa de cegueira infecciosa e é responsável por prejuízos visuais em 1,9 milhões de pessoas, das quais 450 mil apresentam cegueira irreversível, segundo dados do Ministério da Saúde. Estima-se que 190,2 milhões de pessoas vivem no mundo em áreas endêmicas com risco de cegueira por tracoma.
Causado pela bactéria?Chlamydia trachomatis, o tracoma ocorre em áreas de maior vulnerabilidade social, incluindo regiões com problemas de saneamento básico e acesso à água. Em sua fase inicial, o tracoma é uma doença que ocorre com maior frequência nas crianças. A depender da forma clínica, o indivíduo com tracoma pode apresentar os seguintes sinais e sintomas:
– Fotofobia (sensibilidade e intolerância à luz);
– Prurido (coceira nos olhos);
– Sensação de corpo estranho dentro do olho;
– Vermelhidão nos olhos;
– Secreção;
– Lacrimejamento;
– Dor nos olhos, intensa fotofobia, dificuldades de abrir os olhos e diminuição da visão, nas formas sequelares.
Muitas pessoas com tracoma não apresentam ou referem nenhum sinal ou sintoma. O período de incubação (período entre o momento da infecção e o surgimento dos sintomas) do tracoma dura de 5 a 12 dias.
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Com informações da Prefeitura de Praia Grande




