O encontro reuniu profissionais da rede socioassistencial, conselheiros tutelares, representantes do Sistema de Justiça, conselhos municipais e instituições que atuam na garantia dos direitos de crianças e adolescentes. O tema central abordou os desafios do enfrentamento ao trabalho infantil sob a perspectiva da raça, do gênero e do território, promovendo reflexões sobre as desigualdades que impactam a infância e a adolescência.
A mesa de abertura contou com a participação da secretária municipal de Desenvolvimento Social, Renata Costa Bravo Oliveira; do presidente do Conselho Municipal de Assistência Social (CMAS), Marcos Leonardo de Oliveira Azevedo; do presidente do Conselho Municipal de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra e de Promoção da Igualdade Racial, Wellington Paulo da Silva Araújo; da vice-presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), Fernanda Pereira; e da coordenadora da Comissão Municipal de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil, Sandra Regina dos Santos.
ATUAÇÃO INTEGRADA
A primeira palestra foi ministrada pela psicóloga Raquel Cuellar, coordenadora do Serviço Especializado de Abordagem Social a Crianças e Adolescentes. Ela apresentou a evolução do serviço ao longo dos últimos dez anos, destacando o aperfeiçoamento das estratégias de abordagem social e a importância da atuação integrada para identificar situações de trabalho infantil e outras violações de direitos.
Na sequência, a assistente social e professora Odara Maria Vianna e a assistente social, pesquisadora e docente Deise Fernandes Correia do Nascimento abordaram a interseccionalidade entre raça, gênero e território, discutindo como esses marcadores sociais influenciam as situações de vulnerabilidade enfrentadas por crianças e adolescentes.
As palestrantes ressaltaram que compreender essas desigualdades estruturais é essencial para aprimorar as políticas públicas, fortalecer a proteção social e desenvolver estratégias de prevenção mais eficazes ao trabalho infantil.

A secretária municipal de Desenvolvimento Social, Renata Costa Bravo Oliveira, destacou a importância da atuação articulada entre os diversos órgãos e serviços. “O enfrentamento ao trabalho infantil exige compromisso coletivo, diálogo permanente e uma rede preparada para proteger nossas crianças e adolescentes, respeitando as diferentes histórias e realidades sociais”.
FORMAÇÃO CONTINUADA
Promovido pelas Ações Estratégicas do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (AE-PETI), o seminário integra o eixo de informação e mobilização do programa. Em sua quinta edição, consolida-se como um espaço permanente de formação, troca de experiências e fortalecimento da rede municipal de proteção à infância e à adolescência.
Esta iniciativa contempla o item 10 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU: Redução das Desigualdades. Conheça os outros artigos dos ODS
Fotos: divulgação
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Com informações da Prefeitura de Santos




