Durante a 23ª edição da Capacitação do Educador de Apoio, cerca de 2.500 atendentes de educação e educadores de desenvolvimento infanto-juvenil (EDIJ) participaram da formação sobre educação inclusiva. As palestras foram realizadas de segunda a sexta-feira (20 a 24), no Auditório Jornalista Roberto Marinho, no Bairro Mirim. A formação teve como objetivo principal municiar os servidores públicos com informações voltadas ao atendimento de alunos público-alvo da educação especial.
A organização da Capacitação do Educador de Apoio fica a cargo da Coordenadoria de Formação e Aperfeiçoamento. A Coordenadoria de Educação Inclusiva ficou responsável por ministrar as palestras com o tema “Práticas Voltadas para Educação Inclusiva”. Os formadores Alexandre Dias Nunes de Melo e Rosemari de Souza Pereira compartilharam o conteúdo com os educadores de apoio.
Em sua fala, Rosemari Pereira buscou de forma prática abordar assuntos relativos à rotina de trabalho dos educadores de apoio. Entre os tópicos destacados, estiveram como os profissionais podem fazer atividades para estimular o cérebro das crianças, por meio de brincadeiras e ações lúdicas. “O feedback dos servidores foi bem positivo. Muitos comentaram que sentiam falta de uma formação com essa e saíram bem satisfeitos”, destacou.
“É importante que eles entendam um pouco a teoria, para que consigam executar de forma prática ao cuidar dos alunos no dia a dia da escola. Por exemplo, o brincar precisa ter um objetivo de aprendizado”, complementou a formadora. “Toda ação precisa de intencionalidade. E durante a palestra buscamos mostrar de forma detalhada como tornar isso algo prático e prazeroso”.
Na sua vez, Alexandre Dias Nunes de Melo buscou abordar com os educadores de apoio questões comportamentais no atendimento ao aluno público-alvo da Educação Especial. Neste sentido, o palestrante mostrou a importância da não validação de comportamentos inadequados por parte do estudante. Em outro momento, o formador abordou sobre o suporte em momentos específicos, como passeios escolares e alguma festividade dentro da unidade de ensino.
“Cada um destes profissionais tem a janela de um ano para fazer a diferença na vida daquele aluno. Então, todas as nossas ações e esforços precisam ser para que aquele estudante que iniciou o ano em fevereiro saia muito melhor em dezembro”, enfatizou Melo. “O educador pode contribuir para que aquela criança conquiste mais autonomia, mais independência. Isso vai impactar diretamente na qualidade de vida dele”.
Além dos atendentes de educação e educadores de desenvolvimento infanto-juvenil, os demais educadores de apoio também passaram por essa capacitação. Este grupo assistiu ao vídeo formativo que foi transmitido para eles na própria unidade de ensino onde atuam. Os funcionários públicos que atuam na garagem e no prédio administrativo da Secretaria de Educação também tiveram acesso a este conteúdo.
Pertencem ao grupo de educadores de apoio, os servidores que atuam nas funções de: serventes (limpeza), motoristas, carpinteiros, eletricistas, encanadores, trabalhador, nutricionistas, pedreiros, pintores, programadores de computador, recepcionistas, técnicos de informática, telefonistas, inspetor de alunos, serventes I e II (auxiliar de merenda e merendeira), agentes administrativos, atendentes de educação e educador de desenvolvimento infanto-juvenil (EDIJ).
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Com informações da Prefeitura de Praia Grande


