Existe, no entanto, uma exceção geográfica. São Paulo tem uma linha, irregular, pouco visível no mapa mental do comprador médio, mas juridicamente muito nítida, onde a verticalização simplesmente para. É a borda dos bairros-jardim, onde o zoneamento restringe gabarito, taxa de ocupação e uso do solo há décadas. Do lado de dentro dessa linha, o skyline. Do lado de fora, um tapete contínuo de copas de árvores que se estende até o Ibirapuera.
O ORLA Paulistana, empreendimento da Global Realty, foi implantado exatamente sobre essa fronteira. “Quando avaliamos este terreno, sabíamos estar comprando uma condição urbanística que não se repete: a última linha antes do gabarito baixo. Um projeto pode ser copiado, um acabamento pode ser superado, mas uma posição no mapa não”, afirma o CEO André Fakiani.
O edifício ocupa a esquina da Rua Itacema com a Avenida São Gabriel, no Itaim Bibi, com 16 apartamentos e uma cobertura duplex, uma unidade por andar. A avenida funciona ali como divisor: a partir dela começa a área de gabarito restrito do Jardim Paulista, onde a legislação municipal impede a construção de torres devido à classificação como Zona Exclusivamente Residencial (Z1).
Mar verde
A consequência é direta: a vista aberta na direção do que os paulistanos chamam de “mar verde”. A massa arbórea dos Jardins até o Parque Ibirapuera não depende de sorte, de negociação com vizinhos nem de terreno vago; depende de zoneamento. É um atributo que não pode ser reproduzido por concorrentes que estejam algumas quadras adiante, dentro da malha adensável, por melhor que seja o produto.
Essa é a origem do nome. Orla, no vocabulário urbano, é a faixa onde a cidade encontra um horizonte que ela não pode edificar. São Paulo não tem mar. Tem uma borda verde, e um número finito de terrenos voltados para ela.
Viver em um apartamento voltado para a cidade e não para a janela de um vizinho nem sempre é possível, mas, quando isso acontece, é um verdadeiro luxo. É uma oportunidade de valor intangível: poder abrir as cortinas todos os dias com o prazer da vista, sem ter de mantê-las permanentemente fechadas.
As plantas de 200 m² de área privativa têm três suítes, três vagas determinadas e layout flexível. Todas as unidades, sem distinção de andar, têm vista livre, decorrência direta da implantação e da torre única. O projeto arquitetônico é assinado pelo escritório Aflalo/Gasperini Arquitetos, com interiores de Carlos Rossi, paisagismo de Rodrigo Oliveira.
A valorização da vista ganha contornos ainda mais significativos nos limites entre os Jardins e o Itaim, uma das regiões mais disputadas e singulares de São Paulo. Ali, a cidade revela um contraponto raro: de um lado, o dinamismo urbano dos maiores polos de emprego; de outro, um enclave de baixa densidade preservado por tombamento, que resiste à verticalização com pouco mais de 7 mil moradores distribuídos em cerca de 5 km².
O morador alcança em poucos minutos a Avenida Brigadeiro Faria Lima, a Juscelino Kubitschek, a Avenida Ibirapuera e o Parque do Ibirapuera. O entorno reúne o eixo financeiro do Itaim Bibi e a alta gastronomia da região.
Morar nos arredores desse “mar verde” é usufruir, ao mesmo tempo, da proximidade com a cidade que pulsa e do privilégio de contemplar uma paisagem que permanece intacta. Essa combinação entre acesso e respiro, entre movimento e horizonte, torna essa área um dos territórios mais desejados e valorizados do país e um dos poucos onde a vista livre se converte em bem permanente.
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