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Uma noite de gala ocorreu na última quarta-feira (27) no campo de rugby do Parque da Juventude Rubens Furlan Filho, administrado pela Secretaria de Recursos Naturais e do Meio Ambiente (Sema). O local recebeu um treino da equipe adulta do The Classics of New Zealand (Lendas dos All Blacks), da Nova Zelândia, com atletas das categorias sub-15 e sub-17, masculinas e femininas do URA Rugby Barueri. Autoridades municipais prestigiaram o evento.
O convite partiu de Márcio Rosale, ex-jogador e atual presidente do URA. “Há sete campeões mundiais nessa delegação: Charlie Faumuina, Hosea Gear, Isaia Toeava, Joe Moody, Nehe Milner-Skudder, Richard Kahui e Waisake Naholo”, afirma. “Quando soube que eles viriam ao Brasil, não pensei duas vezes, porque eles são ídolos do esporte, tanto para mim, que estou aqui desde 2009, como para as novas gerações”, complementou, emocionado.

Chamou a atenção a compleição física dos atletas, muito altos e fortes. Alguns dos mais veteranos ainda se arriscam nos campos da Oceania e de outros continentes. Hika Elliot, de 40 anos, é um deles. “No rugby, a gente permanece por muito tempo. Há muitos jogadores até mais velhos que eu em plena atividade”, revelou Elliot, que também é professor em seu país natal. Ele foi campeão mundial sub-19 na África do Sul, em 2004. Elliot recebeu, em nome da equipe, uma placa de agradecimento pela visita a Barueri.
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Encerramento
O treino foi encerrado com um “Terceiro Tempo”, tradição do rugby em que os anfitriões confraternizam com os visitantes após a atividade. Em Barueri, foram servidos choripán, sanduíche de linguiça acompanhado de molho chimichurri, preparado com cheiro-verde picado, orégano, alho, azeite, vinagre e pimenta. A iguaria é originária da Argentina e do Uruguai, mas conquistou adeptos entre atletas de várias partes do mundo.
Agenda
Na noite anterior ao treino, os atletas visitaram a quadra da Escola de Samba Rosas de Ouro, na capital paulista. Na quarta-feira, também assistiram ao clássico entre Palmeiras e Santos e, na quinta-feira, dia 27, conheceram a Fundação Gol de Letra, criada pelos ex-jogadores Raí e Leonardo.
Dança típica
Uma das tradições mais conhecidas das equipes neozelandesas é a apresentação da Haka, dança tradicional do povo maori, que chegou à Nova Zelândia a partir da Polinésia séculos antes da colonização britânica. As apresentações costumam ocorrer antes dos jogos e são um dos momentos mais aguardados pelos espectadores.
Visitante ilustre
João da Luz da Ros, o “Ige”, de 44 anos, ex-forward da seleção brasileira, também esteve presente. Após atender à imprensa neozelandesa, ele compartilhou informações sobre o esporte. “O futebol americano é o ‘irmão rico’ do rugby, graças à propaganda. Nosso esporte é praticado com 15 atletas para cada lado e não há posições fixas no rugby: todos atacam e todos defendem”, explicou.
Ige também lembrou que, em 2018, houve um amistoso contra uma equipe neozelandesa que atraiu 35 mil espectadores ao estádio do Morumbi. Em 19 de novembro daquele ano, os All Blacks Maori venceram a seleção brasileira por 35 a 3.
Da redação
Crédito das fotos: Tatiane Zechetto/Secom Barueri
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Com informações da Prefeitura de Barueri



