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Uma noite de gala ocorreu na última quarta-feira (27) no campo de rugby do Parque da Juventude Rubens Furlan Filho, administrado pela Secretaria de Recursos Naturais e do Meio Ambiente (Sema). O local recebeu um treino da equipe adulta do The Classics of New Zealand (Lendas dos All Blacks), da Nova Zelândia, com atletas das categorias sub-15 e sub-17, masculinas e femininas do URA Rugby Barueri. Autoridades municipais prestigiaram o evento. 

O convite partiu de Márcio Rosale, ex-jogador e atual presidente do URA. “Há sete campeões mundiais nessa delegação: Charlie Faumuina, Hosea Gear, Isaia Toeava, Joe Moody, Nehe Milner-Skudder, Richard Kahui e Waisake Naholo”, afirma. “Quando soube que eles viriam ao Brasil, não pensei duas vezes, porque eles são ídolos do esporte, tanto para mim, que estou aqui desde 2009, como para as novas gerações”, complementou, emocionado.  

28 08 2026 campeoes de rugby da nova zelandia sao recebidos no parque da juventude de barueri 1 639235152409526274O fato ficou comprovado durante o encontro: muitos jogadores e jogadoras das categorias de base, ex-atletas e apaixonados pelo esporte fizeram questão de tirar selfies, pedir autógrafos e trocar camisas com os neozelandeses. Alguns até se arriscaram a entrevistá-los em inglês. Muitos presentes também demonstraram curiosidade em saber como os atletas conseguem chutar uma bola oval — tecnicamente, uma elipsoide alongada — e até tentaram reproduzir o movimento na beira do campo.  

Chamou a atenção a compleição física dos atletas, muito altos e fortes. Alguns dos mais veteranos ainda se arriscam nos campos da Oceania e de outros continentes. Hika Elliot, de 40 anos, é um deles. “No rugby, a gente permanece por muito tempo. Há muitos jogadores até mais velhos que eu em plena atividade”, revelou Elliot, que também é professor em seu país natal. Ele foi campeão mundial sub-19 na África do Sul, em 2004. Elliot recebeu, em nome da equipe, uma placa de agradecimento pela visita a Barueri.  

Saiba mais 

Encerramento  

O treino foi encerrado com um “Terceiro Tempo”, tradição do rugby em que os anfitriões confraternizam com os visitantes após a atividade. Em Barueri, foram servidos choripán, sanduíche de linguiça acompanhado de molho chimichurri, preparado com cheiro-verde picado, orégano, alho, azeite, vinagre e pimenta. A iguaria é originária da Argentina e do Uruguai, mas conquistou adeptos entre atletas de várias partes do mundo.  

Agenda  

Mesmo após enfrentar uma viagem de 24 horas para chegar ao Brasil, The Classics of New Zealand cumpriu uma extensa agenda antes do amistoso inédito contra a seleção brasileira masculina, os Tupis, marcado para as 17 horas deste sábado, dia 29, durante o Rugby Brasil Experience 2026, na Arena Pacaembu. No mesmo dia, às 14 horas, a seleção brasileira feminina, as Yaras, enfrenta a África do Sul.  

Na noite anterior ao treino, os atletas visitaram a quadra da Escola de Samba Rosas de Ouro, na capital paulista. Na quarta-feira, também assistiram ao clássico entre Palmeiras e Santos e, na quinta-feira, dia 27, conheceram a Fundação Gol de Letra, criada pelos ex-jogadores Raí e Leonardo.  

Dança típica  

Uma das tradições mais conhecidas das equipes neozelandesas é a apresentação da Haka, dança tradicional do povo maori, que chegou à Nova Zelândia a partir da Polinésia séculos antes da colonização britânica. As apresentações costumam ocorrer antes dos jogos e são um dos momentos mais aguardados pelos espectadores.  

Visitante ilustre  

João da Luz da Ros, o “Ige”, de 44 anos, ex-forward da seleção brasileira, também esteve presente. Após atender à imprensa neozelandesa, ele compartilhou informações sobre o esporte. “O futebol americano é o ‘irmão rico’ do rugby, graças à propaganda. Nosso esporte é praticado com 15 atletas para cada lado e não há posições fixas no rugby: todos atacam e todos defendem”, explicou.  

Ige também lembrou que, em 2018, houve um amistoso contra uma equipe neozelandesa que atraiu 35 mil espectadores ao estádio do Morumbi. Em 19 de novembro daquele ano, os All Blacks Maori venceram a seleção brasileira por 35 a 3. 

Da redação 

Crédito das fotos: Tatiane Zechetto/Secom Barueri 

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Com informações da Prefeitura de Barueri

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