Promovida pela Secretaria da Educação de São Vicente (Seduc), a formação teve como proposta ampliar o repertório dos professores e apresentar possibilidades de utilização das diferentes linguagens artísticas no cotidiano escolar.
À frente da atividade esteve o arte-educador Ronnie Corazza, que trabalhou propostas práticas inspiradas em autores e experiências reconhecidas na área do teatro e da educação. Entre as referências abordadas esteve o dramaturgo brasileiro Augusto Boal, que desenvolveu propostas como o Teatro do Oprimido e o teatro-fórum, utilizando a expressão teatral como instrumento de reflexão sobre situações do cotidiano.
“Hoje, o eixo principal foi trabalhar um pouco de teatro, jogos teatrais e expressão corporal na sala de aula. Trouxe algumas propostas de autores mundialmente conhecidos que trabalham essa questão do jogo teatral em sala de aula e também do nosso país, como Augusto Boal”, explicou Ronnie.
Para o arte-educador, a importância da formação em Arte ultrapassa os limites da própria disciplina. Segundo ele, as linguagens artísticas possibilitam conexões com diferentes áreas do conhecimento. “O professor de Arte acaba envolvendo a escola como um todo na sua disciplina, com conexões de aprendizagem com a Língua Portuguesa, Matemática e História. A Arte conecta todas as linguagens e todas as aprendizagens”, destacou.
A professora de Arte Afra Régia, da UE Pastor Joaquim Rodrigues da Silva, participou da formação e destacou justamente o caráter prático das atividades desenvolvidas durante o encontro. “A formação foi maravilhosa. É a minha praia: corpo, expressão, dança. O Ronnie foi maravilhoso, super didático e muito prático. Ele não fica só na teoria”, avaliou.
Para a professora, momentos como esse são importantes não apenas para a atualização profissional, mas também para recuperar a convivência e a troca de experiências entre os educadores. “Essa troca de experiência que a gente tem entre os colegas estava se perdendo após a pandemia. Essa retomada dá aquele respiro que a gente precisa”, afirmou Afra.
Ela também ressaltou a importância de levar para a escola experiências que envolvam o fazer, a criatividade e o trabalho coletivo. “O presencial é necessário para a gente trocar o fazer manual, criar, trabalhar o coletivo e a criatividade, dar aquele respiro que a gente precisa para levar para a sala de aula, com essa troca de novas técnicas”, completou.
A formação faz parte da retomada das atividades presenciais de formação continuada dos professores da rede municipal. De acordo com Maria Amélia Silva, professora de Arte e assessora pedagógica do Núcleo de Formação da Seduc, o encontro foi uma oportunidade de aproximar profissionais que chegaram recentemente à rede daqueles que já atuam há mais tempo. “Encontros como este proporcionam uma reciclagem, uma inovação, porque a gente estava há um tempo sem ter formação presencial. Os professores ficaram muito felizes”, explicou.
Além do conteúdo pedagógico, a assessora pedagógica ressaltou o clima de integração entre os participantes. “Eu fiquei feliz de ver todo mundo saindo com sorriso, agradecendo, pedindo mais”, afirmou.
Arte como linguagem de aprendizagem – Mais do que uma comemoração do Dia da Arte, a formação proporcionou aos professores uma experiência prática com diferentes possibilidades de utilização das linguagens artísticas no ambiente escolar.
Ao experimentar jogos teatrais, movimentos e atividades de expressão corporal, os participantes puderam vivenciar propostas que podem ser adaptadas às diferentes realidades das escolas e utilizadas como ferramentas de interação, comunicação, criatividade e aprendizagem.
Para Ronnie, esse é justamente um dos principais potenciais da Arte na educação: criar conexões. “A Arte conecta todas as linguagens e todas as aprendizagens”, resumiu o arte-educador.
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Com informações da Prefeitura de São Vicente
