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Dia do Feirante: tradição, trabalho e histórias que fazem parte da rotina de Jundiaí

Publicada em 25/08/2026 às 06:48

Antes mesmo da cidade começar a se movimentar, os feirantes já estão de pé. É madrugada quando muitos deles deixam suas casas para organizar as bancas, preparar os produtos e começar a receber os primeiros clientes. Em Jundiaí, essa rotina faz parte da paisagem e da memória da cidade. Nesta terça-feira (25), Dia do Feirante, a Prefeitura homenageia esses trabalhadores que ajudam a colocar alimentos, produtos e muita convivência na mesa dos jundiaienses.

Presentes durante toda a semana em diferentes regiões do município, as feiras livres fazem parte da tradição de Jundiaí e continuam sendo ponto de encontro para quem busca produtos frescos, variedade e aquele atendimento que vai muito além da relação de compra e venda.

Nas bancas, a diversidade é uma das principais marcas. Frutas, verduras, legumes e produtos vindos diretamente das propriedades rurais dividem espaço com roupas, acessórios, brinquedos, utensílios domésticos, ervas, cafés e outros produtos. E não faltam os sabores que já se tornaram símbolos das feiras, como o pastel e o caldo de cana, acompanhados hoje por tapiocas, sucos e outras opções gastronômicas.

A feira também é lugar de histórias. É o caso de Célio Pizzato, que começou a trabalhar nos anos 80, seguindo uma tradição iniciada pelo pai e compartilhada com os irmãos. Para ele, a feira representa mais do que uma profissão. “Comecei em 1987 e sigo até hoje. A feira veio do meu pai e passou para mim e para meus irmãos. Hoje, ela representa a minha vida. Gosto do contato com as pessoas, de encontrar os clientes, conversar e ter esse calor humano. Não me imagino fazendo outra coisa”, conta Célio.

A história de Tiago Picolomini também é marcada pela família. Há cerca de 30 anos nas feiras, ele divide o trabalho com os irmãos e mantém uma ligação direta entre a produção rural e o consumidor. A família cultiva produtos em um sítio, comercializa parte da produção nas feiras e também complementa a variedade com produtos adquiridos de outros produtores. “Desde pequeno a gente planta, colhe e vende. A feira proporciona esse contato direto com o consumidor, e procuramos sempre atender da melhor maneira para construir uma relação de confiança. É uma rotina puxada, porque fazemos feira de quarta a domingo e, nos outros dias, estamos no sítio, mas é um trabalho que faz parte da nossa vida”, explica.

Para José Augusto Pulcinelli, a feira também virou uma história de família. Ele entrou no ramo por meio do sogro e da esposa, que já trabalhavam na feira. Depois, comprou sua própria banca de utensílios domésticos e conserto de panelas. Hoje, trabalha ao lado do filho, Vitor Pulcinelli, que cresceu entre bancas, clientes e ferramentas. “Minha vida é a feira. Foi aqui que construí minha história, fiz amigos e conheci muita gente. Temos clientes que estão conosco há mais de 20 anos. Meu filho cresceu aqui e hoje trabalha comigo. É uma tradição que continua na família”, conta José Augusto. Vitor, que acompanhou desde criança a rotina do pai, acabou também criando sua própria relação com o negócio. Para ele, a feira sempre esteve presente no cotidiano e representa uma herança que vai além da atividade profissional.

Outra história que traduz a força dos vínculos construídos nas feiras é a de Leandro Inácio Pereira, que trabalha no segmento há 19 anos e, há cerca de quatro anos, passou a comandar a própria banca. Antes disso, aprendeu o ofício trabalhando ao lado de feirantes mais antigos e construindo uma relação de confiança com os clientes. “Eu gosto da feira, gosto de acordar cedo, de estar ao ar livre e, principalmente, de lidar com as pessoas. Com o tempo, você passa a conhecer os clientes pelo nome, saber o que eles gostam e até pensar neles na hora de escolher o que vai trazer para a banca. É uma relação de confiança que vai muito além da venda”, afirma.

Leandro também destaca a importância da união entre os trabalhadores. “A feira é como uma grande família. É importante que os feirantes estejam bem, que um se preocupe com o outro e que a gente siga cada vez mais unido. Não adianta pensar apenas na nossa própria banca. Quando todos estão bem, a feira toda fica melhor”, completa.

Confira aqui a programação completa das Feiras Livres

É justamente essa combinação de trabalho, tradição, diversidade e proximidade com o consumidor que faz das feiras livres parte tão importante do cotidiano de Jundiaí. Para o diretor do Departamento de Abastecimento da Secretaria de Agronegócio, Abastecimento e Turismo, Ezequiel Melo, valorizar os feirantes é também reconhecer a importância desse serviço para a cidade. “As feiras livres fazem parte da identidade de Jundiaí. São espaços de abastecimento, mas também de convivência, de geração de renda e de valorização do trabalho de quem produz e de quem comercializa. Nosso reconhecimento nesta Semana do Feirante é para todos esses profissionais que acordam cedo, trabalham diariamente e ajudam a manter viva uma tradição tão importante para a cidade”, destaca.

Semana do Feirante

Para marcar a data, a Prefeitura preparou uma programação especial entre os dias 24 e 28 de agosto, com ações de saúde e gastronomia.

Nesta segunda-feira (24) um café da tarde especial para os feirantes, marcou a abertura oficial da Semana dos Feirantes.

Na quarta-feira (26), a equipe da CETEC realiza ações de saúde na Feira Livre da Ponte São João, na Avenida José Di Fiore, das 7h às 11h.

Na sexta-feira (28), a ação será realizada na Feira Livre da Vila Liberdade, na Avenida Itatiba com a Rua Jorge de Lima, também das 7h às 11h. Nos dois locais haverá atendimento em uma tenda montada próxima aos cruzamentos indicados pela organização.

E para encerrar a Semana do Feirante, a população poderá aproveitar na sexta-feira (28) mais uma edição do Festival do Pastel, na Praça da Matriz, celebrando um dos maiores símbolos das feiras livres e reunindo gastronomia e convivência no Centro.

Ao longo dos anos, as bancas podem mudar de lugar, os produtos podem ganhar novas opções e a feira pode acompanhar as transformações da cidade. Mas uma coisa permanece: a tradição de acordar cedo, abrir a banca e receber o cliente pelo nome. É assim, de segunda a domingo, que os feirantes ajudam a construir a rotina e a história de Jundiaí.

Assessoria de Imprensa
Fotos: Fotógrafos PMJ

Link original: https://jundiai.sp.gov.br/noticias/2026/08/25/dia-do-feirante-tradicao-trabalho-e-historias-que-fazem-parte-da-rotina-de-jundiai/

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Com informações da Prefeitura de Jundiai

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