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O manejo populacional das capivaras que vivem no Parque da Rua do Porto avançou mais uma etapa nesta semana. Os responsáveis pela empresa Zoovet Clínica e Consultoria – vencedora da licitação – Pablo Pezoa e Rayane Vilhaça, realizaram uma visita técnica ao parque.

A visita foi acompanhada pelo secretário municipal de Saúde, Gustavo Aguiar; pela gerente de Vigilância em Saúde, Carina Baron; pela coordenadora de Vigilância em Saúde, Karina Contiero; por Aline Marangoni, coordenadora do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ); a veterinária do CCZ, Renata Rolim; e a bióloga do CCZ, Regina Lex Engel.

Uma fotografia ao ar livre captura um grupo diversificado de oito adultos posando casualmente em um parque arborizado, enquanto várias capivaras repousam tranquilamente no primeiro plano, criando um contraste fascinante. A composição é organizada em duas camadas distintas, com as capivaras ocupando o primeiro plano inferior, criando um elemento de interesse natural, enquanto o grupo de pessoas está alinhado horizontalmente na área gramada do meio. O enquadramento é amplo, aproveitando as árvores laterais para emoldurar a cena. A interação é de uma observação pacífica e estática; as pessoas olham diretamente para a câmera, enquanto os animais permanecem relaxados, ignorando a presença humana, o que sugere um ambiente público onde ambos os grupos coexistem habitualmente. O grupo é composto por seis mulheres e dois homens, todos vestidos com roupas casuais do dia a dia, como jeans, camisas de botão, blusas e cardigãs, apresentando uma paleta de cores sóbrias e terrosas que harmonizam com o ambiente. Suas expressões são serenas e sorridentes, indicando uma ocasião de lazer ou uma reunião informal. As capivaras, em destaque no primeiro plano, possuem pelagem densa e áspera em tons de marrom, com características físicas robustas, focinhos quadrados e olhos pequenos e alertas, típicos de seu estado de descanso vigilante. Esta imagem é uma fotografia digital de estilo documental, caracterizada pela sua honestidade visual e foco nítido nos sujeitos humanos, com uma profundidade de campo que permite que tanto o grupo quanto as capivaras sejam claramente identificáveis. A técnica privilegia a luz natural e uma abordagem sem retoques excessivos, mantendo as texturas naturais da grama, da casca das árvores e dos pelos dos animais. O equilíbrio entre o foco no grupo e a presença deliberada dos animais em primeiro plano sugere uma escolha criativa que busca documentar a convivência urbana com a fauna silvestre. O cenário é um parque público bem arborizado, com troncos de árvores grandes servindo como moldura lateral, e uma iluminação natural difusa, típica de um dia nublado ou de um ambiente sob sombra densa de copas. A luz suave evita sombras duras no rosto das pessoas e destaca os detalhes da pelagem das capivaras. O ambiente, que inclui uma estrada pavimentada ao fundo e uma grade de proteção, reforça a atmosfera de um espaço de lazer urbano. O clima geral é de tranquilidade e integração entre a vida urbana e a natureza, proporcionando uma sensação de calma e curiosidade.
Aline Marangoni, Pablo Pezoa, Rayane Vilaça, Regina Lex, Renata Rolim, Karina Contiero, Gustavo Aguiar e Carina Baron

Foram avaliados os espaços disponíveis e as condições do local para definir a melhor forma de execução das ações de captura, esterilização, identificação e acompanhamento dos animais. Após essa análise técnica, a empresa vai verificar a estratégia operacional mais adequada para o manejo no parque, seguindo as normativas da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo (SEMIL)

A Zoovet é especializada em manejo de fauna silvestre e possui autorização do DeFau (Departamento de Fauna do Estado de São Paulo), da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), conforme determina a legislação ambiental.

O contrato terá vigência de 12 meses, com acompanhamento contínuo dos animais. O manejo será realizado em etapas, conforme a captura das capivaras no próprio Parque da Rua do Porto. Assim que passam pelo procedimento de esterilização, os animais são devolvidos ao parque logo após se estabilizarem.

Atualmente, a população de capivaras no local é estimada em aproximadamente 50 animais. O objetivo do manejo é controlar o crescimento da espécie, evitar recolonizações, reduzir disputas territoriais e contribuir para a diminuição do risco de transmissão da febre maculosa, doença transmitida pelo carrapato-estrela, que tem a capivara entre seus principais hospedeiros.

Pablo Pezoa, da empresa vencedora da licitação para o manejo das capivaras

“A visita técnica foi importante para alinharmos, junto à empresa responsável, as condições operacionais e os cuidados necessários para a execução do manejo. Estamos avançando com planejamento, responsabilidade técnica e manejo responsável dos animais, dentro de uma estratégia permanente de prevenção da febre maculosa e proteção da saúde pública”, destaca o secretário municipal de Saúde, Gustavo Aguiar.

A Zoovet possui experiência em ações semelhantes realizadas em outros municípios e instituições, entre eles Ponte Nova (MG), Rio Acima (MG), Sesc Goiás e o Condomínio Nossa Fazenda, em Esmeraldas (MG). Neste último, o manejo populacional contribuiu para a redução do número de capivaras de cerca de 200 para aproximadamente 40 animais em quatro anos de acompanhamento.

DADOS EPIDEMIOLÓGICOS – Segundo o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), Piracicaba registrou, em 2025, três casos confirmados de febre maculosa, todos com evolução para óbito, o que reforça a importância das ações permanentes de prevenção. Em 2026, até o momento, não foi registrado nenhum caso da doença em residentes no município.

Trabalho será realizado no Parque da Rua do Porto

“As capivaras desempenham papel relevante na transmissão da febre maculosa, atuando como hospedeiros amplificadores da Rickettsia rickettsii. A esterilização e o manejo populacional são medidas de longo prazo que contribuem para o controle reprodutivo e para a redução gradual da população, podendo diminuir a amplificação da bactéria no ambiente e, consequentemente, o risco de transmissão aos seres humanos”, explica a gerente de Vigilância em Saúde, Carina Baron.

Além do manejo populacional, a Prefeitura mantém outras ações permanentes de prevenção da febre maculosa, como sinalização das áreas de risco, monitoramento ambiental, educação em saúde e campanhas de orientação à população.

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Com informações da Prefeitura de Piracicaba

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