Mongaguá assumiu nesta quinta-feira (13) a vice-presidência do Grupo de Gerenciamento Costeiro da Baixada Santista (GERCO-BS). A escolha do município coincide com o início de uma nova fase de discussões para a revisão do Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE) regional. O mandato terá duração de dois anos (biênio 2026-2028) e será exercido por Ricardo Ferreira, gestor de Convênios da Prefeitura.
A indicação reflete o envolvimento de Mongaguá desde a primeira etapa de debates sobre a revisão territorial. Na ocasião, o município apresentou propostas focadas em expansão urbana planejada, regularização fundiária, fortalecimento de áreas rurais, preservação ambiental e turismo sustentável.
O zoneamento em vigor foi implantado em 2013. Ao longo dos últimos meses, estudos e levantamentos técnicos foram realizados para subsidiar a nova proposta. O objetivo principal é atualizar as diretrizes de planejamento da região, adaptando as regras de desenvolvimento às demandas contemporâneas das cidades da Baixada Santista.
O ZEE define critérios claros para o uso do solo em perímetros urbanos, rurais, de expansão ou de preservação ambiental. Esse debate toca diretamente o futuro de Mongaguá, cidade que possui 76% de seu território coberto por vegetação nativa. O desafio local é encontrar o equilíbrio exato entre o desenvolvimento econômico e a conservação dos remanescentes de Mata Atlântica e das áreas de restinga.
Como vice-presidente, Ferreira atuará como interlocutor entre os municípios junto ao GERCO-BS, que é composto por representantes do Estado, prefeituras e sociedade civil. Sua função técnica será estratégica para articular e compatibilizar as novas diretrizes regionais com o Plano Diretor de Mongaguá. Entre as prioridades da cidade no comitê estão os impactos das mudanças climáticas, a conciliação do crescimento urbano com a sustentabilidade e formas de aproximar a agenda ecológica do cotidiano de moradores e turistas.
“Assumir a vice-presidência do GERCO-BS neste momento é uma oportunidade importante para Mongaguá liderar discussões que vão orientar o futuro do território da Baixada Santista. Queremos contribuir para uma revisão que considere as características de cada cidade, os efeitos das mudanças climáticas e a necessidade de conciliar o desenvolvimento urbano com a preservação ambiental. Também é essencial aproximar essas questões do dia a dia da população, para que a conservação seja entendida como parte do desenvolvimento da própria região”, afirma Ferreira.
A presidência do comitê ficará com Paulo Velzi, representante da sociedade civil pela Associação de Engenheiros e Arquitetos de Bertioga. A nova proposta de zoneamento continuará sendo construída ao longo das próximas etapas de discussão, que avançam a partir deste mês.
(Foto: Soninha)
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Com informações da Prefeitura de Mongágua








