Exposta durante o Hortolendo, mostra circulará por escolas infantis da Prefeitura, durante segundo semestre letivo
Quem se encantou com a exposição sensorial “A representatividade étnico-racial na Educação Infantil: olhares, infância e diversidade”, durante a festa literária promovida pela Prefeitura de Hortolândia, o Hortolendo, em maio passado, tem agora uma segunda chance de (re)ver as obras. Entre agosto e novembro, a mostra circulará por 11 escolas da rede municipal de ensino, permanecendo à disposição da comunidade escolar por cerca de uma semana, em cada unidade.
A primeira a receber a exposição foi a Emei (Escola Municipal de Educação Infantil) José Natalino Fonseca, no Jd. Boa Esperança. A partir desta sexta-feira (14/08), ela será montada na Emeief (Escola Municipal de Educação Infantil e Ensino Fundamental) Profª Zenaide Ferreira de Lira Seorlin, no Remanso Campineiro.
Confira abaixo o cronograma:
- EMEI José Natalino Fonseca
- EMEIEF Profª Zenaide F. de Lira Seorlin
- EMEIEF João Carlos do Amaral Soares
- EMEIEF José Tenório da Silva
- EMEIEF Luiza Vitória Oliveira Cruz
- EMEIEF Sebastiana das Dores Moura
- Centro de Formação Paulo Freire (LEEI)
- EMEI Angelita Inocente Nunes Bidutti
- EMEI Antonieta Claudine Oliveira Fusaro Catuzzo
- EMEI Jardim Amanda I
- EMEI Jardim Amanda II
- EMEIEF Profª Heide Cleia Rocha Martins
As visitações acontecem dentro do ambiente escolar e são exclusivas para os estudantes e seus pais ou responsáveis, integrando a rotina pedagógica e fortalecendo o diálogo sobre diversidade entre a escola e as famílias. A proposta da Secretaria de Educação, Ciência e Tecnologia é que a exposição percorra todas as unidades de Educação Infantil do município.
A mostra é formada pelos seguintes elementos:
- 32 fotos de crianças que estudam na Educação Infantil de Hortolândia,
- dois livros gigantes – um com 16 imagens geradas por IA (Inteligência Artificial) e outro com palavras de origem africana ou indígena.
As fotos dos estudantes estão emolduradas em lindas e coloridas peças confeccionadas por professores de arte da rede municipal, com materiais como lápis de cor, canudinhos plásticos, EVA, tecidos coloridos de variados relevos, zíperes, botões coloridos, dentre outros. Ao serem transformadas em móbiles colocados à altura dos pequeninos e disponíveis ao toque das mãos, essas molduras facilitam o acesso e convidam crianças e adultos a uma experiência multissensorial, por meio do toque e do olhar.
Já as imagens em tamanho A3 (duplo sulfite), reunidas no livro, trazem uma sequência didática que retrata crianças negras em diferentes contextos profissionais, projetando aspirações, sonhos e representatividade para o futuro.
“Antes de visitarmos a exposição, realizamos uma roda de conversa e conversei com as crianças sobre o que é uma exposição. Após a explicação, fomos até a sala onde ela estava montada. Ao chegarem na sala da exposição, as crianças demonstraram grande entusiasmo. Inicialmente, ficaram encantadas com as molduras; em seguida, perceberam os elásticos e, por fim, observaram as fotos. Exploraram o espaço com curiosidade, analisaram as imagens e algumas crianças me chamaram para mostrar detalhes que haviam percebido. Um momento que me chamou a atenção foi quando uma criança apontou para as miçangas no cabelo de uma criança presente em uma das fotos e, logo depois, comentou: ‘Lindo!’. Em seguida, retornamos à sala e exploramos as imagens e palavras contidas no material pedagógico para completar à exposição. As crianças ficaram maravilhadas com as imagens das profissões, e duas meninas pretas da turma ficaram encantadas ao ver a foto da princesa presente no material. Como professora, considerei essa uma experiência muito significativa, tanto pelo aspecto cultural, que oportunizou às crianças conhecerem o que é uma exposição, quanto pela representatividade proporcionada pelas imagens e materiais apresentados”, afirmou Gabriela de Paiva Munhoz Gimenes, professora do Mini Grupo.
Segundo o coordenador de artes da rede municipal e curador da exposição, Adelson Santos, a mostra utiliza a arte como ferramenta pedagógica para dar visibilidade ao protagonismo negro e à diversidade étnica-racial brasileira desde a primeira infância.
De acordo com a Secretaria de Educação, Ciência e Tecnologia, a iniciativa se alinha ao Artigo 7º, Inciso V, das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil (DCNEI), que estabelece o compromisso das propostas pedagógicas com o rompimento de relações de dominação étnico-racial. A ação também contribui diretamente para a efetivação das Leis nº 10.639/03 (que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira”, e dá outras providências) e nº 11.645/08 (que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena”).
Última atualização: 11 de agosto de 2026
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Com informações da Prefeitura de Hortolândia
