A distribuição da gordura corporal também se reorganiza com o envelhecimento. Pesquisadores do City of Hope, nos Estados Unidos, identificaram em estudo divulgado em 2026 um tipo de célula-tronco que passa a produzir novas células de gordura na região abdominal na meia-idade. O achado ajuda a entender por que a cintura tende a crescer mesmo quando o peso total pouco varia. O assunto ganha relevância à medida que a obesidade é reconhecida como doença crônica por instituições de saúde.
Para a médica Paulla Mello, com atuação em emagrecimento e saúde hormonal e metabólica, o ponto central da questão está na preservação da musculatura. Ela compara o tecido muscular a um exército responsável por boa parte do gasto calórico diário.
“Não é o metabolismo em si que lentifica, mas a quantidade de músculo que reduz, e isso impacta no gasto calórico total. A cada década após os 30 anos, o organismo perde de 5% a 8% dessa massa, processo conhecido como sarcopenia, que diminui de forma proporcional o total de calorias queimadas ao longo do dia. Exercícios de força e a gestão do estresse funcionam como formas de conter esse desgaste antes que os efeitos se tornem evidentes”, afirma.
A queda hormonal completa o quadro. Nos homens, a testosterona recua cerca de 1% ao ano a partir dos 30 aos 40 anos, o que favorece a perda de músculo e a redução do desempenho físico. Nas mulheres, a perimenopausa, iniciada por volta dos 40 anos, altera a composição corporal e o humor.
Dra. Paulla Mello acrescenta que o cortisol, associado ao estresse, tende a subir nesta etapa e contribui para o acúmulo de gordura e para a piora da qualidade do sono. Conhecer esses mecanismos, de acordo com a médica, permite planejar intervenções seguras e adiar mudanças que, sem cuidado, apareceriam de forma precoce.
O papel da tireoide
Entre os fatores que passam despercebidos nesse processo, a tireoide merece atenção especial, segundo a Dra. Paulla Mello, essa glândula exerce papel importante na regulação do ritmo do organismo, já que os hormônios tireoidianos atuam em praticamente todas as células e influenciam funções como frequência cardíaca, produção de calor e funcionamento intestinal.
“Se a tireoide funcionar aquém ou além do que precisamos, todo corpo sofre o impacto. A produção do hormônio depende de nutrientes como zinco, selênio, ferro, iodo e tirosina, e a falta desses elementos pode levar o organismo a estimular a glândula de forma equivocada”, detalha. “Quando a origem do problema é uma carência de ferro que não foi diagnosticada, o paciente pode receber reposição hormonal e continuar cansado, porque a causa real permaneceu sem tratamento”, complementa.
Desequilíbrios sutis, alerta a médica, costumam ser ignorados por anos, sobretudo quando um exame aponta alteração dentro de uma faixa considerada normal e a conduta se limita a observar.
Sintomas como cansaço, pele seca, névoa mental, humor deprimido e ganho de peso acabam atribuídos à rotina, e não investigados a fundo. No sentido oposto, ela cita o hipertireoidismo, quando a glândula trabalha além do necessário e provoca perda de peso sem explicação, coração acelerado, ansiedade, tremor e insônia, sinais que também se confundem com o cansaço do cotidiano.
Sinais que pedem investigação
Nem todo check-up de rotina contempla a profundidade necessária, já que os exames padrão costumam mirar apenas o que é mais frequente na população.
“Tudo o que não é normal merece ser investigado. E normal é diferente de comum: alguns sintomas podem ser frequentes, mas isso não significa que devam ser considerados normais”, resume a especialista em emagrecimento e saúde hormonal e metabólica.
Entre os sinais que, na leitura dela, não devem ser tratados como banais, estão o cansaço ao acordar, a falta de energia para exercícios, o sono fragmentado, a dificuldade de concentração, os esquecimentos frequentes e as oscilações de peso sem causa aparente.
Avaliação individualizada
Diante desse cenário, a personalização tende a superar os protocolos genéricos de dieta e treino. No programa Alta Performance Metabólica (APM), criado pela Dra. Paulla Mello, a proposta combina suplementação personalizada, avaliação médica mensal, acompanhamento nutricional e uso de testes genéticos e de tolerância alimentar para mapear predisposições individuais.
O acompanhamento é contínuo, com contato frequente entre as consultas, o que permite ajustar a conduta conforme a resposta de cada organismo, sem esperar meses por uma reavaliação. “O tratamento será totalmente personalizado, sempre”, declara.
Preservar a massa magra e corrigir desequilíbrios hormonais no momento adequado, conclui Dra. Paulla Mello, surte mais efeito no tratamento do emagrecimento do que perseguir isoladamente a redução do número na balança.
Para saber mais, basta acessar: https://drapaullamello.com.br/
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